A Comissão de Assuntos Sociais do Senado concluiu a votação de uma proposta que prevê a ampliação do acesso à imunoterapia para pacientes com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto determina a inclusão de todas as formas de imunoterapia disponíveis como opção de tratamento na rede pública.
A proposta ainda seguirá para análise do plenário do Senado antes de se tornar lei.
Segundo a relatora do projeto, senadora Dra. Eudocia (PL-AL), atualmente o SUS oferece apenas quatro tipos de imunoterapia para tratamento oncológico, enquanto a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já autorizou oito modalidades desse tratamento na rede privada.
Para a parlamentar, pacientes atendidos pelo sistema público não podem ter acesso limitado por questões burocráticas.
“A adoção tem crescido nos últimos anos, embora ainda existam desafios no acesso amplo pelo Sistema Único de Saúde, especialmente devido à omissão normativa para a concretização das políticas públicas de saúde”, afirmou.
A senadora também destacou que o tempo é um fator crucial no tratamento oncológico.
“Sabemos que um único dia pode fazer a diferença na vida do paciente oncológico que luta contra o tempo para ter acesso ao tratamento indicado e aumentar suas chances de cura”, acrescentou.
O que é imunoterapia
A imunoterapia é um tipo de tratamento que estimula o próprio sistema imunológico do paciente a combater doenças, especialmente o câncer.
Essa abordagem terapêutica é utilizada principalmente no tratamento de diferentes tipos de tumores, entre eles:
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melanoma
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câncer de pulmão
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câncer de bexiga
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linfomas
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tumores de cabeça e pescoço
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câncer de mama
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câncer do sistema linfático
Com a aprovação da proposta, a expectativa é ampliar o acesso dos pacientes da rede pública a tratamentos mais modernos e eficazes, reduzindo a diferença existente entre o atendimento do SUS e da rede privada.


