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Economia

Região Norte lidera ranking de menor ganho real em reajustes salariais em 2025, aponta Dieese

Levantamento preliminar mostra que Norte teve o menor piso salarial médio do país e crescimento abaixo das demais regiões
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A Região Norte apresentou, em 2025, a menor variação real média nos reajustes salariais do Brasil, segundo dados preliminares do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo considera ganhos acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Além do desempenho mais modesto nos reajustes, o Norte também registrou o menor piso salarial médio do país, fixado em R$ 1.722, reforçando o cenário de desigualdade regional nas negociações trabalhistas.

Comparativo entre regiões

De acordo com o levantamento, a maior variação real média dos reajustes salariais em 2025 foi registrada no Sudeste, com 0,98% acima do INPC. Na sequência aparecem:

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  • Centro-Oeste: 0,82%

  • Sul: 0,81%

  • Nordeste: 0,76%

  • Norte: 0,75%

Apesar de apresentar o menor índice, a Região Norte teve 68,7% das negociações salariais com reajustes acima da inflação. Ainda assim, o desempenho ficou abaixo do observado no Sul e no Sudeste, onde mais de 80% dos acordos garantiram ganho real.

O Sul, inclusive, se destacou como a região com o menor percentual de reajustes abaixo da inflação, apenas 3,4% em 2025. Nas demais regiões, ganhos reais ocorreram em cerca de 68% das negociações, enquanto aproximadamente 14% ficaram abaixo da variação do INPC.

Cenário nacional

Na média do país, 77% das negociações salariais resultaram em reajustes acima da inflação em 2025, índice inferior ao registrado em 2024, quando o percentual chegou a 84%. O INPC, indicador usado como base nos cálculos, encerrou 2025 com alta de 3,90%.

As negociações que apenas repuseram a inflação somaram 14,1%, número superior ao de 2024 (13,1%). Já os reajustes abaixo da inflação cresceram de 3,7% para 8,2%, sinalizando maior dificuldade nas mesas de negociação.

Base de dados e tendência

A análise do Dieese levou em conta 21.510 reajustes salariais, o equivalente a 80% do total esperado para 2025, com base na média dos últimos anos. Segundo o órgão, ainda são aguardados novos registros referentes às datas-base do último trimestre do ano.

Os dados indicam que, em média, os salários tiveram ganho real de 0,87% acima da inflação em 2025. O resultado representa desaceleração em relação aos anos anteriores, quando os ganhos médios foram de 1,25% em 2024 e 1,70% em 2023.

Segundo o Dieese, “parte do comportamento dos reajustes é explicada pelas taxas de inflação”, destacando que 2025 foi o ano com as maiores taxas inflacionárias por data-base no período pós-2022.

Desempenho por setor

O levantamento aponta que trabalhadores da indústria e do comércio tiveram os melhores resultados, com ganhos reais em cerca de 80% das negociações. O setor de serviços aparece logo em seguida.

Já no setor rural, os reajustes acima da inflação foram menos frequentes, ocorrendo em 69,4% dos casos, enquanto perdas reais foram observadas em quase 20% das negociações.

O piso salarial médio nacional das negociações em 2025 foi de R$ 1.863, enquanto o valor mediano ficou em R$ 1.739.
Por setor, o maior piso médio foi registrado nos serviços (R$ 1.908), e o maior valor mediano, na indústria (R$ 1.789).

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