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Meio Ambiente

Rio Madeira bate nova seca histórica pelo terceiro dia consecutivo

É o terceiro dia consecutivo que o rio Madeira bateu recordes de mínimas históricas. - Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) precisou instalar uma nova régua de medição que vai até 0 centímetros.

Nesta terça-feira (10), o nível do Rio Madeira chegou a 67 centímetros em Porto Velho e se destacou como o menor em quase 60 anos. É o terceiro dia consecutivo que o rio bateu recordes de mínimas históricas.

Com quase 1,5 mil quilômetros de extensão em água doce, o rio Madeira é mais longo e importante afluente do rio Amazonas, além de um dos maiores do Brasil e do mundo.

Por ser a primeira vez na história o rio ficou abaixo de um metro, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) precisou instalar uma nova régua de medição que vai até 0 centímetros.

Os poços secaram com a escassez, e agora, os ribeirinhos não têm acesso a água encanada e dependem de medidas alternativas como poços amazônicos ou drenagem do próprio rio Madeira.

Somente em Porto Velho, as margens do Madeira abrigam mais de 50 comunidades ribeirinhas, as quais precisam receber carregamentos de água potável devido ao cenário crítico.

A entrega de água potável aos ribeirinhos começou a ser oferecida pela Defesa Civil municipal e assistentes sociais nesta segunda-feira (9). Mais de 700 famílias devem ser atendidas em 16 comunidades.

 Os ribeirinhos não têm acesso a água encanada e dependem de medidas alternativas. – Foto: Michael Dantas/AFP

O engenheiro hidrólogo do SGB, Guilherme Cardoso, afirmou que a maior preocupação do momento é o prolongamento da estiagem, como ocorreu no ano passado, quando as chuvas foram significativas somente no final de outubro. 

Para os próximos 3 meses, as projeções não apresentam volumes de chuva significativos, o que representa um cenário semelhante ao de 2023, mas agravado pela antecipação da vazante do rio Madeira.

“Esse atraso vai fazer com que a gente tenha um período de estiagem muito maior do que estamos acostumados porque a gente já começou a observar níveis muito baixos em julho, em níveis que normalmente só ocorrem antes do final de setembro, explica.

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