20 dos 62 municípios do estado estão em situação de emergência.
O Rio Solimões atingiu a marca de 19 metros neste domingo (18) em Manacapuru, no interior do Amazonas, ficando a apenas 60 cm da cota de inundação severa, segundo medição do porto local. O avanço das águas, que já causava estragos na zona rural, agora atinge o centro da cidade, afetando comércios e residências.
Mais de 209 mil pessoas já são afetadas diretamente ou indiretamente pela cheia. Ao todo, 20 dos 62 municípios do estado estão em situação de emergência.
Histórico e previsões
O processo de cheia na região costuma começar em outubro, após o período de seca – que em 2024 quebrou recordes. O Serviço Geológico Brasileiro (SGB) prevê que o Rio Solimões atinja 19,63 metros em Manacapuru até a primeira quinzena de junho, quase alcançando a cota máxima histórica (20,86m em 2021).
Cotas de referência (Rio Solimões – Manacapuru):
- Inundação severa: 19,60m
- Inundação: 18,20m
- Alerta: 17,70m
Municípios em emergência
Dois novos municípios entraram em estado de emergência na sexta-feira (16):
- São Paulo de Olivença (Rio Solimões)
- Jutaí (Rio Jutaí, afluente do Solimões)
Destaques das medições (sábado, 17):
- Humaitá (Rio Madeira): 22,22m
- Manicoré (Rio Madeira): 27,46m
- Juruá (Rio Solimões): 23,40m
- Jutaí (Rio Jutaí): 25,32m
Além dos 20 municípios em emergência, 3 estão em estado de atenção, 37 em alerta e 2 em situação normal.
A Defesa Civil do Amazonas monitora a situação, enquanto comunidades se adaptam ao avanço das águas, que devem continuar subindo nas próximas semanas.


