Valor começou a ser creditado em fevereiro com base em reajuste aprovado para janeiro. Mudança impacta benefícios previdenciários e assistenciais
O salário mínimo nacional foi reajustado para R$ 1.518 em 2025, conforme estabelecido pelo governo federal. O novo valor passou a ser depositado nas contas dos trabalhadores a partir de fevereiro, refletindo o pagamento do mês de janeiro, quando o reajuste entrou oficialmente em vigor.
O novo piso representa um acréscimo de R$ 106 em relação ao valor anterior (R$ 1.412), o que corresponde a uma alta de 7,5%, acima da inflação do período. A correção também impacta aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, abono salarial e demais benefícios atrelados ao salário mínimo.
Calendário de pagamento
Embora o aumento tenha validade a partir de 1º de janeiro, os salários referentes a esse mês só são pagos em fevereiro, seguindo o modelo tradicional de remuneração do mercado formal. Por isso, o novo valor só passou a ser notado nos contracheques e depósitos bancários emitidos no segundo mês do ano.
Mudança na fórmula de cálculo
Até 2023, a política de valorização do salário mínimo considerava dois fatores: a inflação acumulada medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Essa fórmula, mais benéfica ao trabalhador, visava garantir ganhos reais além da recomposição inflacionária.
Se essa metodologia ainda estivesse em vigor, o salário mínimo de 2025 teria subido para R$ 1.525, considerando o crescimento de 3,2% do PIB registrado no período.
No entanto, uma nova regra fiscal, aprovada no fim de 2024, impôs um teto de 2,5% para os reajustes com base no PIB, como forma de controlar o aumento das despesas públicas. Dessa forma, mesmo com o crescimento acima desse limite, o valor do reajuste precisou ser ajustado para se adequar às restrições orçamentárias.

Impacto nas contas públicas e na economia
Segundo estimativas do governo, o aumento do salário mínimo gera impacto direto nos cofres públicos, especialmente nos repasses do INSS e em benefícios assistenciais como o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Por outro lado, também tem efeitos positivos no consumo interno, principalmente entre as camadas mais vulneráveis da população.
Especialistas avaliam que, apesar de o reajuste final ter ficado abaixo do valor projetado pela fórmula anterior, o aumento real ainda representa um ganho significativo no poder de compra da população de baixa renda, com reflexos importantes para a atividade econômica e para a redução da desigualdade social.
Trabalhadores e beneficiários devem ficar atentos aos holerites e extratos bancários a partir de fevereiro para verificar o valor atualizado. Em caso de divergência, é recomendado procurar o setor de recursos humanos da empresa ou os canais oficiais do governo.


