O Amazonas vive um avanço expressivo na segurança pública. Desde 2019, mais de R$ 1,16 bilhão foram aplicados em modernização tecnológica, ampliação de efetivo, renovação da frota e fortalecimento das operações policiais. O resultado aparece nos números: roubos e homicídios recuaram de forma consistente em 2025.
Em Manaus, os roubos a residências caíram 86% entre janeiro e outubro na comparação com anos anteriores, um marco considerado pela cúpula da segurança como “ponto de virada”. Em 2011, foram 1.392 ocorrências no período; em 2025, apenas 182.
Outros indicadores também apresentaram melhora:
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Roubos a pedestres: queda superior a 52%, atingindo o menor patamar em 10 anos;
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Roubos ao comércio: recuo de mais de 62% em outubro;
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Roubos de veículos: redução de 27%;
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Roubos em transporte coletivo: queda de 58%;
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Homicídios: redução de 43%.
Segundo o secretário de Segurança, Vinícius Almeida, o ingresso de mil novos policiais militares no fim de 2024 e o reforço na Polícia Civil ampliaram patrulhamento, abordagens e operações em áreas antes vulneráveis. Ele destaca ainda o RecuperaFone, programa que rastreia celulares roubados e desestimula o comércio clandestino de smartphones.
O comércio também sente os efeitos. Lojistas relatam “sensação real de alívio” após a ampliação das rondas a pé em áreas comerciais e uso intensificado das novas viaturas — hoje distribuídas em todos os 62 municípios.
O governador Wilson Lima afirma que a estratégia vai além do reforço urbano. As bases fluviais Arpão 2, Arpão 3, Paulo Pinto Nery e Tiradentes se tornaram fundamentais no combate ao tráfico. Desde 2020, receberam R$ 160 milhões em investimentos e já geraram prejuízo estimado de R$ 780 milhões às facções.
De janeiro a outubro, essas bases apreenderam 2,6 toneladas de drogas, 7,2 milhões de litros de combustível, 19 embarcações e realizaram 120 prisões. Para o governador, os impactos se refletem diretamente nos índices urbanos: “Quando atingimos o crime nas rotas fluviais, reduzimos a capacidade financeira das facções e isso diminui o impacto nas cidades.”
Outro pilar da estratégia é a modernização do armamento: desde 2019, já foram entregues 11.418 armas, entre pistolas, fuzis e metralhadoras, com investimento de R$ 27,7 milhões. A SSP afirma que a padronização e atualização dos equipamentos tornaram as operações mais eficientes.
O estado também vem aumentado o volume de drogas retiradas de circulação: só entre janeiro e outubro, mais de 39 toneladas foram apreendidas, além de 1.360 armas recolhidas até agosto.
Para Marcellus Campêlo e Sérgio Litaiff, dirigentes do União Brasil, os avanços mostram que a política de segurança está integrada a um modelo de gestão de longo prazo. A previsão do governo é ampliar ainda mais o uso de tecnologia embarcada e reforçar ações no interior, consolidando a tendência de queda nos indicadores.


