Antonio Carlos Camilo Antunes é apontado como figura central em esquema de fraudes bilionárias no INSS
O Senado Federal decidiu impor sigilo de 100 anos aos registros de entrada de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, nas dependências da Casa. O lobista é apontado como peça-chave em um esquema bilionário de fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A decisão foi tomada em resposta a um pedido feito via Lei de Acesso à Informação (LAI), protocolado no início de julho pela coluna de Tácio Lorran, do portal Metrópoles. Segundo o Senado, os dados são considerados de caráter pessoal e protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A justificativa também se baseou no Decreto 7.724/2012, que regulamenta o acesso a informações públicas.
A medida contraria o posicionamento da Controladoria Geral da União (CGU), que recomenda a divulgação de registros de entrada em prédios públicos por entender que se trata de informação de interesse coletivo.
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A Câmara dos Deputados, por sua vez, respondeu positivamente ao mesmo pedido e informou que não há registros de entrada de Antonio Carlos na Casa desde 2019.
Apesar do sigilo imposto pelo Senado, já é de conhecimento público que o lobista esteve em gabinetes parlamentares. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) admitiu, em entrevistas, ter recebido Antonio ao menos três vezes. Outro nome ligado ao caso é Adroaldo da Cunha Portal, atual número 2 do Ministério da Previdência e ex-chefe de gabinete de Weverton, que também recebeu o lobista em 2023, quando era secretário do Regime Geral.
Na ocasião, Adroaldo alegou não saber quem era o visitante, e que o atendeu por orientação de uma assessora, que o apresentou como representante de um correspondente bancário. Antonio Carlos estava acompanhado desse representante e participou da reunião.


