Tecnologia reduz complicações, acelera recuperação e será concentrada em hospitais de referência
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovou, em 8 de agosto, a inclusão da cirurgia robótica no tratamento do câncer de próstata na rede pública. Essa decisão representa um avanço importante na oferta de técnicas cirúrgicas modernas e de alta precisão no sistema público de saúde.
O procedimento será utilizado na prostatectomia radical, que consiste na retirada completa da próstata, indicada para tumores localmente avançados. A aprovação foi baseada em estudos científicos que comprovaram a segurança, eficácia e o custo-benefício da técnica.

Embora o investimento para aquisição e manutenção dos equipamentos seja elevado, a Conitec avaliou que os benefícios compensam os custos, uma vez que pacientes submetidos à cirurgia robótica tendem a ter melhor qualidade de vida, maior tempo de vida produtiva e menor necessidade de cuidados médicos após o procedimento.
No início, a proposta recebeu parecer desfavorável durante consulta pública em maio. Porém, a apresentação de novos estudos clínicos que demonstraram economia a longo prazo influenciou a reversão da decisão pela Conitec.
Estudos internacionais indicam que a cirurgia robótica está associada a menores taxas de complicações, menor necessidade de transfusões sanguíneas e recuperação mais rápida. Em centros com alta demanda, a técnica pode também contribuir para a redução de filas e de custos futuros para o sistema de saúde.
Para otimizar recursos e resultados, a Conitec recomendou que o procedimento seja centralizado em hospitais de referência com alto volume de casos, onde as equipes possuem maior experiência e o uso das plataformas robóticas é melhor aproveitado.


