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TAPIRAIAUARA! A Quimera da Amazônia Inspira Fantasia de Isabelle Nogueira no Festival de Parintins

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Ex-BBB e Cunhã-Poranga do Boi Garantido, Isabelle representa a criatura mística amazônica que vai muito além da onça

No coração da Amazônia, entre a riqueza cultural e a exuberância da floresta, surge uma figura mística que vem ganhando destaque: a Tapiraiuara, conhecida como a “quimera da Amazônia”. Essa criatura lendária une características de diversos animais e simboliza a força da biodiversidade e do imaginário popular amazônico. Em 2025, no Festival de Parintins, essa representação ganhou vida na fantasia da Cunhã- Poranga do Boi Garantido, interpretada pela ex-BBB Isabelle Nogueira, causando curiosidade, admiração e muitos questionamentos.

O que é a Tapiraiuara?

A Tapiraiuara é uma entidade da mitologia amazônica que pode ser entendida como uma quimera, uma criatura fantástica composta por partes de diferentes animais. Seu nome, que pode ser traduzido do tupi-guarani como “fera que assusta” ou “monstro do rio”, é associado a um ser híbrido que possui força e mistério, simbolizando a união da fauna amazônica em uma única entidade poderosa.

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Quimera grega x Tapiraiuara: o mito que atravessa culturas

Na mitologia grega, a Quimera era uma criatura monstruosa com corpo de leão, cabeça de cabra e cauda de serpente, símbolo do caos e da combinação inusitada de forças. Já na Amazônia, a Tapiraiuara assume uma forma que mistura onça, serpente, peixe e ave, representando não o caos, mas a proteção da floresta, dos rios e da vida.

Ambas compartilham o hibridismo, a força simbólica e o mistério, mas carregam significados culturais diferentes: enquanto a quimera grega é destrutiva, a Tapiraiuara tem um papel quase xamânico, protetivo e reverenciado pelas comunidades ribeirinhas e indígenas.

Isabelle Nogueira e a fantasia que encantou (e confundiu)

Ao surgir na arena como Cunhã-Poranga, Isabelle Nogueira vestia uma fantasia impressionante, com pele de onça, penas e texturas que remetiam a diferentes animais. Nas redes, muitos se perguntaram: “Era uma onça? Um erro de concepção?” A resposta é: não era onça, era Tapiraiuara.

A escolha não foi um acidente de produção, mas sim uma poderosa alegoria de uma criatura que representa a complexidade e a beleza do ecossistema amazônico. A fantasia, pensada com detalhes e simbolismos, trouxe à tona uma figura que poucos conheciam, mas que carrega um universo de significados.

Tapiraiuara: a quimera da Amazônia

Entre os relatos indígenas, a Tapiraiuara pode aparecer como uma onça com guelras de peixe, cauda de serpente e asas ou penas que lembram aves da floresta. Ela vive nas águas profundas dos rios e lagos, é guardiã da natureza e castiga aqueles que ameaçam o equilíbrio da vida amazônica.

Assim como a quimera grega guarda os portais do mito, a Tapiraiuara guarda os portais da floresta, sendo um lembrete da força ancestral da Amazônia.

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