Helicópteros do 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos, conhecido como “Night Stalkers”, foram avistados sobrevoando o Caribe, próximos à costa da Venezuela. A presença da tropa de elite ocorre em meio ao aumento das tensões entre os governos de Donald Trump e Nicolás Maduro.
Segundo o jornal The Washington Post, as aeronaves estão realizando treinamentos na região e podem ser empregadas em missões contra o tráfico de drogas, caso autorizado pelo presidente americano.
Os “Night Stalkers” são reconhecidos mundialmente por sua atuação em operações de precisão e baixa visibilidade. Eles ficaram famosos após o ataque que resultou na morte de Osama Bin Laden, em 2011, no Paquistão. As aeronaves MH-60 Black Hawk utilizadas pelo grupo são projetadas para voar em terrenos complexos e missões de alta complexidade.
Além da presença aérea, os Estados Unidos mantêm pelo menos seis navios de guerra na América Latina e no Caribe, incluindo destróieres armados com mísseis Tomahawk e embarcações de defesa Aegis. Essas forças apoiam operações de desembarque e transporte logístico, fortalecendo a demonstração de força americana na região.
Fontes do governo americano afirmam que os ataques recentes a embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico fazem parte de uma ofensiva contínua contra cartéis internacionais. Até o momento, as ações teriam resultado em 38 mortes, e Washington oferece até US$ 5 milhões por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro, acusado de envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
Em resposta, o governo venezuelano denunciou a presença militar dos EUA, classificando-a como uma tentativa de “mudança de regime”. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirmou que levará o caso ao Conselho de Segurança da ONU, alegando ameaça à soberania e estabilidade da região.
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