Rede MLC
News

UFRGS registra ocorrência na PF após aluno tentar colar grau com suástica pintada no rosto

O fato gerou repercussão nas redes sociais e provocou manifestações de repúdio de entidades estudantis e da própria universidade. - Foto: Reprodução
Publicidade

No Brasil, a apologia ao nazismo é crime, conforme a Lei 7.716/1989.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal (PF) após o estudante Vinícius Krug de Souza, formado no curso de Engenharia de Minas, tentar participar da cerimônia de colação de grau com uma suástica pintada no rosto, nesta terça-feira (18), no Campus Centro. O fato gerou repercussão nas redes sociais e provocou manifestações de repúdio de entidades estudantis e da própria universidade.

De acordo com a UFRGS, o estudante foi abordado pelo vice-reitor, Pedro Costa, e pelo coordenador de segurança durante o evento. Quando questionado, Vinícius alegou que a pintura representava um símbolo hindu.

Publicidade

No entanto, a instituição não aceitou a explicação, informando que o aluno foi advertido e, caso não removesse o símbolo, seria encaminhado à Polícia Federal para registro de ocorrência. O estudante, então, apagou a suástica e seguiu participando da cerimônia com outros desenhos no rosto.

“Depois vamos seguir, no Ministério Público e no Poder Judiciário, com os devidos encaminhamentos para que essa questão não se repita, e que se houver culpa esse estudante seja devidamente punido”, disse o vice-reitor, Pedro Costa.

Em nota oficial, a UFRGS reiterou o compromisso contra manifestações de intolerância, destacando que a continuidade da cerimônia foi necessária para preservar o momento dos demais formandos e das famílias.

“A Universidade Federal do Rio Grande do Sul é um lugar que não tolera racismo, não tolera ódio, não tolera ofensa, e é um espaço de cultivo dos direitos humanos. E essa defesa intransigente a Reitoria da Universidade seguirá fazendo”, pontuou Costa.

O estudante apagou a suástica e seguiu participando da cerimônia com outros desenhos no rosto. – Foto: Reprodução

Além disso, a universidade está avaliando as medidas administrativas cabíveis e reforçou o compromisso com a educação inclusiva.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) classificou o gesto como “absurdo” e “inadmissível”, exigindo a anulação da formatura e a retirada do diploma de Vinícius. A UNE também cobrou uma investigação rigorosa para evitar que casos semelhantes se repitam.

O caso foi registrado e agora está sob investigação na Polícia Civil, que instaurou um inquérito na Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI).

A delegada Tatiana Bastos afirmou que “a investigação seguirá os trâmites da Polícia Judiciária, garantindo a devida responsabilização, caso haja comprovação da materialidade delitiva. Nenhum espaço será dado ao discurso de ódio“.

No Brasil, a apologia ao nazismo é crime, conforme a Lei 7.716/1989, que prevê penas de reclusão de dois a cinco anos e multa para quem fabricar, comercializar, distribuir ou divulgar símbolos, emblemas ou propaganda que utilizem a cruz suástica para fins de divulgação do nazismo. A lei é respaldada pela Constituição, que classifica o racismo como crime inafiançável e imprescritível.

Publicidade

Leia mais

Senado aprova ampliação gradual da licença-paternidade para até 20 dias em 2029

Brenda Gomes

Manaus apresenta modelo de moradia com apartamentos mobiliados e amplia acesso à habitação popular

Brenda Gomes

Manaus recebe reforço de 500 novos soldados da PM para ampliar segurança

Brenda Gomes

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceito Leia Mais