O combate às queimadas no Amazonas tem exigido esforços intensos das equipes que atuam diretamente nas áreas atingidas pelo fogo. Nesta sexta-feira (9), um brigadista passou mal durante uma operação de combate a incêndio no município de Careiro Castanho, a aproximadamente 88 quilômetros de Manaus.
O episódio aconteceu em um trecho da Estrada de Autazes e foi registrado em vídeo. Nas imagens, o profissional aparece sendo carregado nas costas por um colega após apresentar mal-estar durante os trabalhos.
Outros integrantes da equipe auxiliaram no socorro. O brigadista, que estava consciente, foi colocado em um veículo e encaminhado para receber atendimento médico.
Segundo as informações mais recentes, ele passa bem após o ocorrido. A causa do mal-estar não foi informada.
Combate às queimadas expõe equipes a condições extremas
O episódio chama a atenção para os riscos enfrentados por brigadistas e bombeiros durante as operações de combate aos incêndios florestais.
Além das altas temperaturas e do esforço físico, os profissionais podem enfrentar exposição intensa à fumaça, desidratação e condições ambientais adversas.
Com o avanço das queimadas em diferentes municípios amazonenses, as equipes de emergência seguem mobilizadas para controlar os focos de incêndio e reduzir os danos ambientais.
Manaus registra níveis preocupantes de poluição
Enquanto os incêndios atingem áreas do interior, a fumaça continua comprometendo a qualidade do ar na capital amazonense.
Na manhã desta sexta-feira (9), Manaus registrou um Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 172, por volta das 9h, conforme dados de monitoramento atmosférico.
O indicador enquadra a qualidade do ar na categoria “insalubre”, representando riscos à saúde da população, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Naquele momento, a capital também aparecia no topo do ranking nacional de cidades com maior poluição atmosférica monitorada em tempo real.
Estiagem também dificulta a navegação
Além dos incêndios e da fumaça, a estiagem continua provocando dificuldades no transporte fluvial da região metropolitana de Manaus.
Ainda nesta sexta-feira, uma passageira registrou uma balsa navegando em velocidade reduzida durante a travessia em direção ao Porto da Ceasa.
A redução do nível dos rios exige maior atenção durante a navegação, especialmente em trechos onde a profundidade pode comprometer a passagem de embarcações.
Os registros desta sexta-feira evidenciam diferentes impactos do período de estiagem no Amazonas, desde os desafios enfrentados pelas equipes de combate ao fogo até os problemas de qualidade do ar e mobilidade fluvial.
Veja vídeo:

