A roda-gigante instalada na Ponta Negra, em Manaus, travou na noite deste sábado (22), apenas dois dias após ser inaugurada. O equipamento parou com várias cabines lotadas, deixando visitantes presos em pleno funcionamento. Vídeos gravados por quem estava no local mostram gritos, choro e desespero.
Antes da chegada do Corpo de Bombeiros, funcionários da empresa responsável tentaram manusear o equipamento sem equipamentos de proteção individual (EPI), segundo testemunhas.
Visitantes relataram momentos de pânico:
“Eu já chorei, eu não queria ter vindo. Estou presa aqui em cima”, disse uma jovem de dentro da cabine.
Prefeito fala em sabotagem
O prefeito David Almeida foi até o local e fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Ele afirmou que membros da equipe do ex-vereador Amauri Gomes teriam cortado fios de energia que alimentam o equipamento. Para ele, a pane pode ter sido causada por sabotagem. O caso será apurado.
Preço dos ingressos gera reclamação
A roda-gigante foi anunciada com valores “acessíveis”, mas o preço final chamou atenção:
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Inteira: R$ 40
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Meia: R$ 20
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Online com taxa: R$ 46 e R$ 23
O equipamento ficará na Ponta Negra por até seis meses.
Nota da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Manaus repudiou o ato de vandalismo que violou a caixa de energia do equipamento. O município afirma que a instalação possui laudos técnicos, segue o protocolo legal e opera dentro dos padrões exigidos pelo Implurb.
Denúncia anterior
Horas antes da pane, Amauri Gomes esteve na Ponta Negra afirmando que havia uma ligação clandestina alimentando a roda-gigante. Ele acionou Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Amazonas Energia.
Amauri disse que continuou no local durante a tarde e que, quando o equipamento travou, iniciou uma live reforçando a denúncia. Ele solicitou imagens das câmeras de segurança para verificar se houve falha técnica ou sabotagem. Um boletim foi registrado no 19º DIP.
Assista vídeo:


