De acordo com relatos, a mãe passou mal ao receber a notícia, mas está recebendo acompanhamento psicológico para lidar com a tragédia.
Mirian Lira, de 32 anos, uma das vítimas do caso de envenenamento por ovo de Páscoa em Imperatriz, foi extubada no domingo (20) e apresenta melhora progressiva, segundo informações da família. Apesar da evolução, ela ainda não consegue movimentar o corpo e foi transferida da UTI para a enfermaria na manhã desta segunda-feira (21).
Foi na enfermaria que Mirian tomou conhecimento da morte do filho, Luís Fernando, de apenas 7 anos, e do estado grave da filha, Evelyn Fernanda, de 13 anos, que permanece intubada na UTI. De acordo com relatos, a mãe passou mal ao receber a notícia, mas está recebendo acompanhamento psicológico para lidar com a tragédia.
O último boletim médico, divulgado nesta segunda (21), indica que Evelyn teve piora clínica, neurológica e hemodinâmica nas últimas 24 horas. A adolescente mantém pressão baixa (hipotensão), mesmo com medicação para estabilização. A equipe médica monitora o caso de forma contínua, adotando todas as medidas para tentar reverter o quadro.

Suspeita confessou parte do crime
A Polícia Civil do Maranhão prendeu Jordélia Pereira, apontada como autora do envenenamento. Ela teria agido por ciúmes e vingança, já que o ex-marido estaria em um novo relacionamento com Mirian.
Em depoimento, Jordélia admitiu ter comprado o chocolate, mas negou ter colocado veneno. No entanto, as investigações apontam fortes indícios de sua participação no crime.
“Os indícios levam a crer que o crime foi motivado por vingança, por ciúme. O ex-marido da autora é o atual companheiro da vítima, que foi envenenada junto com seus dois filhos”, afirmou Maurício Martins, secretário de Segurança do Maranhão.
A polícia segue coletando provas para fortalecer o caso e levar a suspeita à Justiça. Enquanto isso, Mirian e sua filha lutam pela vida, em meio a uma das mais cruéis histórias de vingança já registradas na região.


