O grupo palestino Hamas libertou nesta segunda-feira (13) todos os 20 reféns ainda vivos mantidos na Faixa de Gaza desde o ataque de 7 de outubro de 2023. Pela primeira vez em mais de dois anos, o grupo radical e seus aliados não têm mais nenhum refém vivo sob custódia.
A libertação faz parte da primeira fase do plano de cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também prevê a soltura de prisioneiros palestinos por parte de Israel. Em pronunciamento, Trump afirmou que o Hamas vai se desarmar e declarou que “a guerra acabou”.
O governo israelense deve libertar 250 palestinos condenados a longas penas, além de 1.718 detidos sem acusação formal desde o início do conflito. O primeiro ônibus com prisioneiros já chegou à Faixa de Gaza, segundo a Sociedade de Prisioneiros Palestinos.
Multidões se reuniram no território palestino aguardando o retorno dos libertos, enquanto hospitais locais se prepararam para recebê-los.
Reféns libertados pelo Hamas
Bar Abraham Kupershtein, Evyatar David, Yosef-Chaim Ohana, Segev Kalfon, Avinatan Or, Elkana Bohbot, Maxim Herkin, Nimrod Cohen, Matan Angrest, Matan Zangauke, Eitan Horn, Eitan Abraham Mor, Gali Berman, Ziv Berman, Omri Miran, Alon Ohel, Guy Gilboa-Dalal, Rom Braslavski, Ariel Cunio e David Cunio.
O Hamas havia sequestrado 251 pessoas durante o ataque de 2023, que marcou o início da guerra no território palestino. Dos sequestrados, 26 foram confirmados como mortos e seus corpos permanecem em Gaza, onde deverão ser entregues nas próximas etapas do acordo.
Há ainda dois reféns com paradeiro incerto, Tamir Nimrodi e Bipin Joshi. O governo israelense declarou ter “graves preocupações” quanto ao estado de ambos.
Entre os mortos está a israelense Inbar Hayman e o soldado Hadar Goldin, morto em 2014 e cujo corpo continua retido na Faixa de Gaza.
Em mensagem aos libertados, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu escreveu: “Bem-vindos de volta!”


