Combs, de 55 anos, está preso desde setembro de 2023 e se declara inocente das cinco acusações federais que enfrenta.
O juiz federal Arun Subramanian negou nesta sexta-feira (18) o pedido de adiamento do julgamento de Sean “Diddy” Combs, mantendo o início da seleção do júri para 5 de maio. Os advogados do famoso produtor musical haviam solicitado dois meses adicionais para preparar a defesa após novas acusações serem incluídas no caso, mas o magistrado considerou que não havia justificativa para o atraso.
Combs, de 55 anos, está preso desde setembro de 2023 e se declara inocente das cinco acusações federais que enfrenta, incluindo tráfico sexual, transporte para fins de prostituição e conspiração para extorsão. Segundo os promotores, os crimes teriam ocorrido ao longo de vinte anos.
As acusações detalham que o magnata da música e associados teriam coagido pelo menos três mulheres a participar de encontros sexuais, conhecidos como “Freak Offs”, onde as vítimas eram drogadas e forçadas a manter relações sexuais.
Os promotores alegam ainda que Combs filmava alguns desses atos sem consentimento e controlava as vítimas através de promessas de vantagens profissionais e ameaças de violência.
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O caso ganhou notoriedade internacional por envolver uma das figuras mais poderosas da indústria musical americana. Com a decisão do juiz Subramanian, o julgamento deve prosseguir conforme o cronograma original, marcando o próximo capítulo de um processo que já dura sete meses desde a prisão do acusado.
A defesa de Combs continua afirmando a inocência, enquanto as autoridades prometem apresentar provas contundentes sobre o suposto esquema de exploração sexual organizado pelo empresário. O desfecho do caso poderá ter repercussões significativas tanto no meio artístico quanto no sistema judicial americano.


