Mulher já foi presa por transportar fuzil usado no crime; outros três homens são procurados pela polícia
A Justiça de São Paulo decretou nesta quinta-feira (18) a prisão temporária do quarto suspeito envolvido na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, assassinado na segunda-feira (15) em Praia Grande, litoral paulista. Uma mulher já foi presa, enquanto três homens continuam sendo procurados pela polícia.
Segundo as autoridades, Dahesly Oliveira Pires, de 25 anos, foi detida por suspeita de ter transportado um dos fuzis usados no crime, a pedido de Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, outro suspeito que também está sendo procurado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia investiga se Luiz ordenou que Dahesly buscasse a arma na Baixada Santista.

Outros dois homens identificados como Felipe Avelino da Silva, conhecido como Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, também são procurados. Felipe é natural de São Bernardo e tem antecedentes por roubo e tráfico de drogas. Dahesly já possuía passagens por tráfico, e Luiz havia sido preso anteriormente por porte ilegal de armas.
O ex-delegado, que tinha 64 anos, foi morto por pelo menos seis criminosos encapuzados. Câmeras de segurança registraram o crime. Fontes era considerado um dos principais inimigos do Primeiro Comando da Capital (PCC) e esteve envolvido na prisão de Marcola, liderança da facção.
Em entrevista, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que há indícios de participação do PCC no assassinato, mas que a motivação ainda não foi totalmente esclarecida. “A dúvida é se a execução foi motivada pela carreira de combate ao crime organizado do delegado ou pela atuação atual como secretário da Administração em Praia Grande”, disse.
Segundo o secretário, os suspeitos foram identificados por material genético encontrado em veículos abandonados após o crime, mas a polícia ainda investiga o papel de cada um na execução.
A polícia segue mobilizada para localizar os três homens ainda foragidos e completar as investigações sobre o caso.


