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Terremoto em Mianmar já deixa 2,8 mil mortos; resgates e tensões políticas complicam ajuda humanitária

Mais de 2,6 mil edifícios - incluindo casas, escolas e templos budistas - foram destruídos pelo terremoto e réplicas. - Foto: EPA-EFE/REX/Shutterstock
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A gravidade da situação levou o líder da junta militar, Min Aung Hlaing, a fazer um raro apelo por ajuda internacional.

Cinco dias após o devastador terremoto de magnitude 7,7 que sacudiu Mianmar, o balanço de vítimas continua subindo. A junta militar no comando do país atualizou os números nesta quarta-feira (2) para 2,8 mil mortos e 4,6 mil feridos, um aumento em relação aos 2,7 mil óbitos e 4,5 mil feridos contabilizados no dia anterior.

Enquanto isso, as equipes de resgate persistem na busca por sobreviventes, como demonstra o recente salvamento de um jovem de cerca de 20 anos retirado com vida dos escombros de um hotel na capital Naypyidaw.

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A resposta internacional ao desastre mobilizou cerca de 1,5 mil socorristas de 15 países, incluindo China, Índia, Rússia e nações vizinhas do Sudeste Asiático. No entanto, a distribuição da ajuda enfrenta obstáculos significativos.

A junta militar, que assumiu o poder após o golpe de Estado em fevereiro de 2021, admitiu que o auxílio ainda não alcançou todas as áreas afetadas, especialmente nas regiões onde conflitos com grupos rebeldes persistem.

A oposição democrática, que controla partes do território, alerta que cerca de 8,5 milhões de pessoas foram diretamente afetadas pela catástrofe. – Foto: REUTERS

A situação se complicou ainda mais quando soldados birmaneses dispararam contra um comboio da Cruz Vermelha chinesa que se dirigia para a aldeia de Ommati, no estado de Shan. O porta-voz militar Zaw Min Tun justificou a ação alegando falta de notificação prévia sobre a entrada da equipe humanitária, enquanto a China pediu que todas as partes permitam a passagem livre da ajuda.

Este incidente ilustra as complexidades políticas que cercam os esforços de socorro em um país dividido por conflitos internos desde o golpe militar.

Os danos materiais são avassaladores: mais de 2,6 mil edifícios – incluindo casas, escolas e templos budistas – foram destruídos pelo terremoto e suas réplicas. Em Naypyidaw, a ONU estima que mais de 10 mil estruturas sofreram danos graves.

A oposição democrática, que controla partes do território, alerta que cerca de 8,5 milhões de pessoas foram diretamente afetadas pela catástrofe, número que pode crescer à medida que a ajuda demora a chegar a áreas remotas.

A gravidade da situação levou o líder da junta militar, Min Aung Hlaing, a fazer um raro apelo por ajuda internacional – gesto que analistas interpretam como sinal da dimensão excepcional desta crise.

A China, principal aliado de Mianmar, já enviou 200 trabalhadores humanitários e promete ampliar seu apoio, mas o caminho para a recuperação parece longo num país onde a tragédia natural se entrelaça com uma profunda crise política e humanitária.

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