Até o momento, 16 pessoas foram indiciadas por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração de jogos ilegais.
A Polícia Federal e o Ministério Público Estadual prenderam nesta sexta-feira (25) quatro policiais civis de Santo André (Grande SP) acusados de cobrar propina para arquivar investigações contra funkeiros que promoviam rifas ilegais. A ação, que contou com apoio da Corregedoria da Polícia Civil, cumpriu ainda cinco mandados de busca em Santo André, Mauá e São Paulo.
A operação, batizada de Latus Actio (“ação ampla”, em latim), é um desdobramento de apurações iniciadas em 2021 sobre ligações entre produtoras de funk e o PCC. Na terceira fase deflagrada hoje, os agentes apreenderam celulares e documentos. Os presos serão encaminhados à Corregedoria, enquanto os objetos apreendidos ficarão sob custódia da PF.
As investigações ganharam força após a análise de conversas obtidas na primeira fase, em março de 2023. As trocas de mensagens revelaram que os policiais extorquiam MCs, produtoras e empresários do funk em troca de não investigar rifas clandestinas.

Em dezembro, a segunda fase da operação prendeu um investigador do 6º DP de Santo André, afastou outro servidor e mirou um delegado. Os três foram denunciados por corrupção passiva.
Até o momento, 16 pessoas foram indiciadas por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração de jogos ilegais. A PF não descarta novas fases da operação.
O que diz a lei:
- Corrupção passiva pode render até 12 anos de prisão;
- Loterias não autorizadas são crime previsto no art. 50 da Lei 13.756/18.
A operação segue em sigilo, e novos desdobramentos devem ser divulgados nos próximos dias.


