A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, acusou Harvard de manter “ambiente hostil para estudantes judeus” e adotar “políticas racistas de diversidade”.
A Universidade Harvard moveu uma ação judicial contra o governo norte-americano após o anúncio da proibição de matrícula para alunos internacionais, medida que pode afetar cerca de 7 mil estudantes – equivalente a 25% do corpo discente da instituição. O Departamento de Segurança Interna (DHS) justificou a decisão alegando que Harvard não cumpriu solicitações de documentos sobre os estudantes estrangeiros.
Em documento apresentado ao Tribunal Federal de Boston, a universidade classificou a medida como “violação flagrante” da Primeira Emenda da Constituição americana, alertando para os “efeitos devastadores” sobre alunos que dependem do visto estudantil.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, acusou a instituição de manter “ambiente hostil para estudantes judeus” e adotar “políticas racistas de diversidade” – alegações veementemente negadas por Harvard, que afirma estar sendo alvo de retaliação política.

Os estudantes em final de curso poderão se formar normalmente, mas os demais terão que se transferir para outras instituições ou deixar o país. Calouros internacionais admitidos para setembro só poderão ingressar se a decisão for revertida.
O governo estabeleceu prazo de 72 horas para Harvard cumprir exigências, incluindo a entrega de registros disciplinares e gravações de protestos no campus – documentos que a universidade já havia se recusado a fornecer.
Enquanto o caso segue na Justiça, Harvard declarou que está prestando assistência aos alunos impactados pela medida.


