Rede MLC
Saúde

Treinar duas vezes por semana já reduz risco de morte cardíaca em pessoas com diabetes, aponta estudo

Publicidade

Mesmo exercícios concentrados aos fins de semana trazem benefícios relevantes à saúde cardiovascular, segundo pesquisa com mais de 50 mil adultos

Um novo estudo publicado na última terça-feira (22/7), na revista Annals of Internal Medicine, revelou que pessoas com diabetes podem reduzir significativamente o risco de morte por doenças cardiovasculares mesmo treinando apenas duas vezes por semana, desde que a atividade física seja feita com a intensidade e o tempo recomendados.

A pesquisa acompanhou mais de 51 mil adultos com diabetes ao longo de aproximadamente 10 anos, cruzando dados da Pesquisa Nacional de Entrevistas de Saúde dos EUA com registros de óbitos até 2019.

Publicidade

Risco cardíaco menor com 150 minutos semanais

Os participantes foram divididos em quatro grupos, de acordo com seus hábitos de atividade física:

  • Inativos

  • Insuficientemente ativos (menos de 150 minutos por semana)

  • Praticantes de fim de semana (150 minutos ou mais em 1 ou 2 dias)

  • Ativos regulares (150 minutos ou mais, divididos em pelo menos 3 dias)

Tanto os praticantes regulares quanto os “atletas de fim de semana” apresentaram menor risco de morte cardiovascular e por todas as causas em comparação aos sedentários.

Entre os que se exercitavam apenas em um ou dois dias, o risco de morte por doenças cardiovasculares foi 33% menor, e a mortalidade geral caiu 21%. Já nos que mantinham uma rotina regular de treinos, as reduções foram de 19% e 17%, respectivamente.

“O importante é alcançar a recomendação mínima semanal de 150 minutos de atividade física moderada a vigorosa, independentemente de como ela seja distribuída ao longo da semana.”

Destacaram os autores.

A relação entre diabetes e o coração

Pessoas com diabetes têm maior propensão a doenças cardiovasculares, já que o excesso de glicose pode danificar vasos sanguíneos e favorecer o acúmulo de placas nas artérias, condição conhecida como aterosclerose.

Por isso, a prática de atividade física é um dos pilares no controle da doença, ao lado da alimentação e do uso adequado de medicamentos.

Limitações do estudo

Os autores reconhecem que uma limitação importante é o fato de que os dados sobre exercícios foram autodeclarados e coletados apenas uma vez, sem acompanhamento da regularidade ao longo do tempo.

Apesar disso, os resultados sugerem que, para quem vive com diabetes, qualquer esforço físico consistente, mesmo em dois dias por semana, já pode representar um ganho importante para a saúde do coração e para a longevidade.

Publicidade

Leia mais

SUS inicia tratamento inédito contra malária infantil na Amazônia

Brenda Gomes

Projeto amplia acesso à imunoterapia para pacientes com câncer no SUS

Brenda Gomes

Idade em que a criança ganha primeiro smartphone pode elevar riscos à saúde, aponta estudo

Brenda Gomes

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceito Leia Mais