Com vazante acelerada, nível do rio desce quase 2 cm por dia; mais de 500 mil pessoas seguem afetadas pelos efeitos da cheia no Amazonas
A estiagem parece ter dado seus primeiros sinais em Manaus. De acordo com o Porto da capital, o Rio Negro recuou 53 centímetros apenas em julho, com uma média de 1,71 cm de descida por dia. Nesta sexta-feira (1º), o nível do rio está em 28,49 metros.
No pico da cheia deste ano, o Negro atingiu 29,05 metros, cinco centímetros acima da cota de inundação severa, que é de 29 metros. A subida das águas começou em 13 de outubro do ano passado, após a maior seca em um século no Amazonas, e se manteve com oscilações até novembro, quando a cheia se intensificou até alcançar o nível máximo em 8 de junho.
Foram oito meses de cheia, que deixaram 42 dos 62 municípios do estado em situação de emergência. Mesmo com o início da vazante, os impactos ainda são visíveis: mais de 500 mil pessoas foram afetadas, segundo a Defesa Civil. Agricultores perderam colheitas, comunidades seguem com dificuldade de locomoção e muitas casas continuam alagadas.

Em julho, o nível do rio chegou a subir três centímetros até o dia 8, mas logo estagnou. Desde então, tem registrado uma vazante média de quase 2 cm por dia, sinalizando o início de um novo período de estiagem.


