Diálogo faz parte de tentativa de negociação de paz para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, têm reunião marcada para a próxima segunda-feira (18/8) em Washington. O encontro acontece dois dias após Trump se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca, em mais uma etapa da tentativa de construir um acordo de paz.
Reuniões em sequência
Na última sexta-feira (15/8), Trump e Putin conversaram em Anchorage, no Alasca. Apesar de não haver definição sobre um cessar-fogo, os dois afirmaram que a disposição para o diálogo foi reafirmada. Segundo Trump, a melhor saída para o conflito é um acordo de paz definitivo, e não apenas um cessar-fogo temporário.
Zelensky, por sua vez, confirmou nas redes sociais que recebeu o convite para ir à Casa Branca e disse ter tido uma “conversa longa e substancial” por telefone com Trump. O ucraniano destacou que a presença dos europeus será fundamental nas negociações e reforçou o compromisso do país em buscar o fim da guerra.
Expectativa em Washington
A Casa Branca confirmou que Zelensky será recebido no Salão Oval. Trump declarou que, caso a reunião avance positivamente, um novo encontro pode ser agendado, desta vez incluindo Putin:
“Se tudo correr bem, vamos marcar uma reunião com o presidente russo. Potencialmente, milhões de vidas podem ser salvas”, escreveu o republicano em sua rede Truth Social.

Zelensky também ressaltou que pretende discutir “todos os detalhes para pôr fim à matança” e agradeceu o convite de Trump.
Contexto histórico
A visita ocorre em meio a um histórico conturbado entre os dois presidentes. Em fevereiro deste ano, durante outra reunião em Washington, Trump e Zelensky chegaram a se desentender diante das câmeras em pleno Salão Oval.
A reunião de Trump e Putin, realizada no Alasca, também carregou simbolismo histórico: o território, vendido pela Rússia aos EUA no século 19, fica próximo ao território russo e distante do campo de batalha.
O que dizem os líderes
Após o encontro com Putin, Trump afirmou que o diálogo foi “ótimo e bem-sucedido”, e que também conversou por telefone com líderes europeus e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Putin, em contrapartida, disse que ainda existem “raízes primárias do conflito” que precisam ser eliminadas e que a segurança europeia deve ser parte central da negociação.
As negociações diretas entre Rússia e Ucrânia foram retomadas em maio, mas com poucos avanços até o momento.


