Operação americana contra narcotráfico deixou 11 mortos e levanta questionamentos sobre base legal da ofensiva
O governo da Venezuela criticou duramente o ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra uma embarcação no Caribe, que resultou na morte de 11 pessoas na última terça-feira (2). O ministro do Interior, Diosdado Cabello, classificou a ação como um “massacre ilegal” e uma violação do direito internacional.
Em seu programa de TV, Cabello afirmou que a ofensiva não representou justiça, mas sim “barbárie”, acusando Washington de aplicar dois pesos e duas medidas ao defender os direitos humanos enquanto, segundo ele, promove execuções sumárias. O ministro apresentou imagens do barco destruído e contestou a legalidade da operação, que, segundo autoridades americanas, tinha como alvo uma embarcação envolvida no transporte de drogas.
Reação dos Estados Unidos
O ataque foi o primeiro desde que o governo americano enviou navios de guerra adicionais para o sul do Caribe. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, justificou a ofensiva como parte de uma campanha contínua contra o narcoterrorismo.
O presidente Donald Trump afirmou que grandes quantidades de drogas foram encontradas a bordo, mas o Pentágono não divulgou informações sobre a tripulação nem as provas que sustentariam a operação letal.
Já o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que a ação integra os esforços para interromper rotas de tráfico de drogas na região, ressaltando que ofensivas semelhantes poderão continuar.
Questões em aberto
A falta de detalhes oficiais levantou dúvidas sobre a base legal da operação e sobre a estratégia mais ampla dos Estados Unidos no Caribe. A Venezuela, por sua vez, nega envolvimento em atividades de narcotráfico e acusa Washington de usar o combate às drogas como pretexto para justificar ataques militares.
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