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Política

Senado avança com projeto que restringe aborto após 22 semanas, mesmo em casos legais

Proposta aprovada pela Comissão de Direitos Humanos ainda será analisada por outras comissões antes de decisão final
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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Lei (PL) nº 2.524/2024, que pretende proibir a realização de abortos após 22 semanas de gestação, mesmo nos casos atualmente permitidos pela legislação brasileira.

O texto, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e relatado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), propõe mudanças no Código Civil e estabelece que, após esse período — equivalente a cerca de cinco meses e meio de gravidez, o nascituro passa a ter “direito inviolável ao nascimento sadio e harmonioso”.

Alterações na lei

Atualmente, a interrupção da gravidez é autorizada no Brasil em três situações: quando há risco de morte para a gestante, quando a gestação é resultado de estupro ou quando o feto é anencéfalo (sem formação do cérebro).

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O projeto, porém, modifica esse entendimento ao determinar que, nos casos em que há risco para a vida da mãe, deve ser realizada uma “antecipação do parto”, com tentativa de manter o bebê vivo fora do útero, em vez da interrupção da gestação.

O texto não traz menção específica sobre como seriam conduzidos os casos de estupro ou de má-formação fetal incompatível com a vida, o que tem gerado críticas de especialistas e organizações de direitos humanos.

Tramitação

A aprovação ocorreu de forma simbólica, sem votação nominal, e o projeto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e, posteriormente, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A deliberação final caberá à CCJ, que poderá aprovar o texto de forma conclusiva, sem necessidade de votação em plenário.

O tema tem gerado amplo debate no Congresso e na sociedade civil, especialmente por propor mudanças em direitos já reconhecidos pela legislação e pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

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