Após conquistar quatro estatuetas do Oscar em 2025 com o filme “Anora”, o cineasta norte-americano Sean Baker apresenta seu novo trabalho: “A Garota Canhota”. O longa foi escolhido como representante oficial de Taiwan na disputa por uma vaga no Oscar e reforça a presença internacional do diretor, conhecido por histórias intimistas e socialmente sensíveis.
Embora a direção seja assinada por Tsou Shih-Ching, colaboradora de longa data de Baker, o cineasta participa ativamente da produção, sendo responsável pelo roteiro, montagem e produção do filme.
Enredo aborda tradição, identidade e conflitos familiares
A trama acompanha uma mulher que retorna a Taipé com as duas filhas para abrir uma barraca em uma tradicional feira noturna. Diante das dificuldades financeiras, as três precisam se adaptar à nova realidade para manter a família unida.
O conflito central surge quando o avô conservador proíbe a neta mais nova, que é canhota, de usar a chamada “mão do demônio”. A repressão desencadeia a revelação de segredos familiares guardados por gerações, trazendo à tona temas como tradição, identidade, preconceito e liberdade individual.
Elenco e reconhecimento internacional
O filme é estrelado por Janel Tsai, Shi-Yuan Ma e pela jovem atriz Nina Ye, que se destaca no papel infantil. “A Garota Canhota” teve sua estreia mundial no Festival de Cannes, onde chamou atenção pela delicadeza narrativa e abordagem cultural.
No Brasil, o longa está disponível na Netflix.
Caminho rumo às premiações
Além de representar Taiwan na corrida pelo Oscar, o filme entrou na pré-lista da Academia ao lado do brasileiro “O Agente Secreto”. Os indicados oficiais ao prêmio de Melhor Filme Internacional serão anunciados no dia 22 de janeiro.
Neste domingo (4), a produção também disputa o Critics Choice Awards, concorrendo nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Jovem Atriz, com Nina Ye.
Quem é Sean Baker?
Reconhecido por retratar personagens à margem da sociedade com sensibilidade e realismo, Sean Baker se consolidou como um dos nomes mais relevantes do cinema independente contemporâneo. Seu trabalho ganhou projeção mundial com filmes como Tangerine, Projeto Flórida e, mais recentemente, “Anora”, consagrado no Oscar.
Com “A Garota Canhota”, Baker amplia seu alcance internacional ao colaborar com o cinema asiático, mantendo sua marca autoral ao explorar relações humanas, conflitos culturais e histórias intimistas.


