Dormir pouco pode ser mais prejudicial à saúde do que se alimentar mal ou não praticar exercícios físicos. Um novo estudo realizado pela Oregon Health & Science University (OHSU), nos Estados Unidos, concluiu que a privação de sono está diretamente ligada à redução da expectativa de vida.
A pesquisa, publicada na revista científica Sleep Advances, analisou dados nacionais de saúde entre 2019 e 2023, com base em informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e do Departamento de Defesa dos EUA. Segundo os critérios adotados, dormir menos de sete horas por dia é considerado insuficiente.
No Brasil, a realidade não é muito diferente. Dados da Associação Brasileira do Sono (ABS), coletados em 2019, apontam que os brasileiros dormem, em média, apenas 6,4 horas por noite, abaixo do recomendado e, segundo o estudo, um padrão que pode estar encurtando a vida da população.
“Precisamos priorizar o sono tanto quanto priorizamos a alimentação ou os exercícios físicos. Às vezes pensamos no sono como algo que podemos deixar de lado, mas há uma razão pela qual todos nós precisamos dormir, e isso afeta a expectativa de vida”
Afirmou Andrew Mchell, um dos pesquisadores envolvidos.
Embora o estudo não tenha investigado os mecanismos específicos que ligam o sono insuficiente aos riscos de saúde, os especialistas reforçam que o sono é essencial para funções vitais do organismo, como o sistema cardiovascular e o sistema imunológico.
A pesquisa também destaca que fatores como solidão, alimentação inadequada e sedentarismo, tradicionalmente associados à saúde a longo prazo, têm impacto menor na longevidade quando comparados à falta de sono.


