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Educação

Educador amazonense é finalista do ‘Nobel da Educação’ e leva experiência da escola pública brasileira a Dubai

Professor Galileu da Silva Pires representa o Brasil entre os 50 finalistas do Global Teacher Prize 2026, mostrando o potencial da educação pública do Amazonas em nível internacional
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O professor Galileu da Silva Pires, docente das Escolas Estaduais Nossa Senhora de Nazaré e José Mota, em Manacapuru, conquistou destaque internacional ao ser selecionado entre os 50 finalistas do Global Teacher Prize 2026, conhecido como o “Prêmio Nobel da Educação”. Ele representará o Brasil na etapa final da premiação, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a partir deste domingo (1º/02).

A premiação é promovida pela Fundação Varkey, em parceria com a Unesco, e nesta edição recebeu mais de 5 mil inscrições de 139 países. O anúncio do vencedor será feito no dia 3 de fevereiro, durante a World Governments Summit, um dos maiores fóruns globais de governança. A programação inclui também a Celebration of Teachers 2026, jantar em homenagem aos finalistas, e o SPARK.Dubai 2026, evento voltado à troca de experiências e inovação educacional.

Inovação e impacto social

Atuando na educação pública desde 2016, Galileu construiu uma trajetória marcada por metodologias inovadoras como STEM, STEAM e aprendizagem baseada em projetos, integrando ciência, tecnologia e sustentabilidade ao cotidiano escolar.

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Ao lado dos alunos, desenvolveu soluções para desafios sociais, ambientais e de saúde, reconhecidas nacional e internacionalmente. Entre os projetos de destaque estão:

  • Reutilização de escamas de peixe para produção de fibras com aplicação na área da saúde;

  • Sistemas sustentáveis para prevenção da Covid-19 nas escolas;

  • Desenvolvimento de um fogão híbrido de baixo consumo;

  • Jaci – Indicador da Saúde da Mulher, um absorvente capaz de identificar alterações de saúde a partir do fluxo menstrual, combatendo a pobreza menstrual.

Educação além da sala de aula

Mais recentemente, o professor e seus alunos criaram um dispositivo bucal auditivo, que permite a escuta sem necessidade de cirurgia ou aparelhos convencionais, incluindo versões adaptadas para bebês, colocando o Amazonas em evidência na tecnologia assistiva.

Além das atividades pedagógicas, Galileu coordena ações comunitárias, como cursos preparatórios gratuitos para o ensino superior, oficinas de robótica para estudantes urbanos, rurais e indígenas, e eventos científicos no município. Ao longo de quase dez anos, mais de 200 alunos participaram de projetos científicos, e cerca de 1.200 estudantes tiveram acesso à iniciação científica e à robótica.

Para o educador, o reconhecimento internacional reforça a força da educação pública amazônica. “Esse prêmio mostra que é possível fazer ciência, inovação e cidadania mesmo em contextos desafiadores. É o resultado de uma convicção construída ao longo de toda uma vida dedicada à educação”, destacou.

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