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Felca se manifesta após condenação de Hytalo Santos e Israel Vicente por exploração sexual de adolescentes

Influenciador afirmou que mobilização nas redes foi decisiva para avanço do caso na Justiça da Paraíba
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O influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, se pronunciou nas redes sociais após a condenação de Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, pelo crime de exploração sexual de adolescentes na internet.

A sentença foi proferida no último sábado (21) pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara Mista de Bayeux, na Paraíba. Hytalo foi condenado a 11 anos e quatro meses de prisão, enquanto Israel deverá cumprir oito anos e 10 meses.

Na terça-feira (24), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba negou mais um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa dos réus, mantendo a prisão preventiva do casal.

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“Nunca pare de denunciar”, diz Felca

Em publicação nos stories do Instagram, Felca afirmou que a condenação só foi possível devido à mobilização pública em torno do caso.

“Hytalo Santos foi enfim condenado a 11 anos de prisão depois de investigação da denúncia de exploração de conteúdo infantil. O crédito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso. A conscientização que fizemos importa”, escreveu.

Foto: Rede sociais

O influenciador também destacou a importância de denunciar irregularidades. “Nunca pare de denunciar, expor o que está errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita. A justiça pode demorar, mas chega”, afirmou.

O caso ganhou repercussão nacional em agosto de 2025, quando Felca publicou o vídeo intitulado Adultização, no qual questionava a participação de jovens em situação de vulnerabilidade em conteúdos divulgados por Hytalo. Após a divulgação, os perfis do influenciador paraibano foram suspensos e as investigações tiveram início.

Detalhes da condenação

De acordo com a decisão judicial, Hytalo e Israel mantinham uma espécie de “reality show” com produção contínua de conteúdo para redes sociais, monetizado por meio das plataformas digitais.

Segundo denúncia do Ministério Público da Paraíba, a residência do casal teria sido transformada em ambiente permanente de gravação, com exposição de adolescentes em situações consideradas de risco.

A sentença aponta que os conteúdos tinham forte apelo erótico e sexualizado, envolvendo jovens que os réus chamavam de “crias”. Conforme descrito na decisão, os adolescentes eram atraídos com promessas de melhora de vida e inseridos em contexto considerado inadequado para a faixa etária.

O texto judicial ainda menciona que havia fornecimento de bebidas alcoólicas e negligência de necessidades básicas, o que teria provocado danos ao desenvolvimento psicológico das vítimas.

Prisão preventiva e indenização

Hytalo e Israel foram presos em 15 de agosto, em São Paulo, e posteriormente transferidos para a Paraíba, onde permanecem custodiados na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa.

Durante o processo, a defesa apresentou diversos pedidos de habeas corpus. O mais recente foi negado após o relator do caso, desembargador João Benedito, rever seu voto inicial e considerar que a liberdade dos réus poderia representar risco à instrução processual, incluindo possível intimidação de vítimas ou destruição de provas.

Além das penas de prisão, a Justiça fixou indenização de R$ 500 mil e determinou o pagamento de 360 dias-multa para cada réu, calculados com base em um trinta avos do salário mínimo vigente.

Em nota oficial, a defesa criticou a decisão e afirmou que apresentou provas e testemunhas que sustentariam a inocência do casal, classificando a sentença como juridicamente frágil e marcada por preconceito.

Linha do tempo do caso

  • Denúncia pública: vídeo Adultização, publicado por Felca, expõe supostas irregularidades;

  • Busca e apreensão: polícia cumpre mandado na residência de Hytalo em João Pessoa;

  • Bloqueio de redes sociais: contas do influenciador são suspensas por decisão judicial;

  • Afastamento das vítimas: Justiça proíbe contato com adolescentes envolvidos;

  • Desmonetização: proibição de lucrar com conteúdos online;

  • Novas diligências: buscas adicionais autorizadas na Paraíba;

  • Prisão preventiva: casal é detido em São Paulo;

  • Bloqueio de bens: valores e veículos são bloqueados;

  • Tornam-se réus: respondem na Justiça Criminal por exploração sexual de menores e também enfrentam ação na Justiça do Trabalho.

O caso segue com possibilidade de recursos, mas a condenação marca um desdobramento relevante em um episódio que ganhou grande repercussão nas redes sociais e no Judiciário.

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