A guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel entrou no quinto dia nesta quarta-feira (4) com novos bombardeios, aumento no número de mortos e risco crescente de escalada regional. O conflito, que começou com ataques americanos e israelenses contra alvos iranianos, já atinge outros países do Oriente Médio e provoca reações de governos europeus.
O que aconteceu nas últimas horas
Israel informou que iniciou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, capital iraniana. Explosões foram registradas em diferentes regiões da cidade, segundo a imprensa local.
Em resposta, o Irã ampliou sua ofensiva e lançou mísseis e drones contra Israel e contra países do Golfo, como Catar e Kuwait. O governo kuwaitiano afirmou ter interceptado projéteis em seu espaço aéreo.
Embora esses países não participem diretamente da guerra, eles abrigam bases militares americanas, o que os torna potenciais alvos de retaliação iraniana.
No Líbano, Israel abriu uma nova frente de combate contra o grupo extremista Hezbollah. Bombardeios intensos foram registrados no sul do país, e soldados israelenses teriam entrado na cidade de Khiam, próxima à fronteira.
Como o conflito começou
Segundo Estados Unidos e Israel, os ataques iniciais tiveram como objetivo impedir que o Irã avance na capacidade de produzir uma arma nuclear. O ponto central da disputa é o enriquecimento de urânio, tecnologia que pode ser usada tanto para geração de energia quanto para fabricação de bombas.
O estopim ocorreu no sábado (28), quando forças americanas e israelenses bombardearam instalações militares e nucleares iranianas. No ataque, morreu o líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
Desde então, o Irã passou a retaliar com ataques aéreos e ameaças de ampliar a guerra.
Conflito se espalha pela região
Os confrontos já atingiram também Iraque, Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos.
Outro ponto crítico é o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a Marinha dos EUA poderá escoltar navios petroleiros para garantir o fluxo de energia.
A Guarda Revolucionária iraniana declarou ter “controle total” sobre a região.
Mortes e impacto humanitário
O número de vítimas cresce a cada dia. O balanço mais recente aponta:
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Irã: mais de mil mortos, segundo o Crescente Vermelho iraniano;
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Israel: 10 civis mortos;
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Líbano: 50 mortos;
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Kuwait: três mortos, incluindo dois soldados;
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Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos: registros de mortes isoladas;
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Militares dos EUA: seis soldados mortos em ataque a uma instalação no Kuwait.
Reações internacionais
Governos europeus começaram a reagir de forma mais direta.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o conflito representa ameaça à segurança internacional e defendeu o fortalecimento militar da Europa, incluindo o reforço da estratégia nuclear francesa.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou duramente a ofensiva americana. A tensão diplomática aumentou após a Espanha recusar o uso de suas bases militares pelos Estados Unidos.
França, Grécia e Reino Unido anunciaram o envio de equipamentos militares para o Mediterrâneo Oriental, com posicionamento próximo ao Chipre.
Disputa pelo poder no Irã
A morte de Ali Khamenei abriu uma disputa interna pela liderança do país. A escolha do novo líder supremo cabe à Assembleia dos Peritos, conselho religioso formado por 88 aiatolás.
O órgão afirmou estar “perto” de definir o sucessor. Entre os nomes cotados está Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder.
Israel declarou que qualquer novo dirigente que mantenha a política de confronto será considerado alvo militar.
Com ataques em expansão, tensões diplomáticas e disputa interna no Irã, o cenário permanece instável. Os próximos dias serão decisivos para determinar se o conflito ficará restrito ao Oriente Médio ou se poderá desencadear uma crise internacional de maiores proporções.


