O Governo Central registrou déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (30). Apesar do resultado negativo, o número veio ligeiramente melhor que as projeções do mercado, que estimavam um rombo de R$ 31,312 bilhões.
Na comparação com o mesmo período de 2025, houve uma queda real de 8,4% no déficit, indicando uma leve melhora no cenário fiscal.
O resultado de fevereiro foi influenciado por receitas líquidas de R$ 157,681 bilhões, o que representa um crescimento real de 5,6%, já descontada a inflação. Por outro lado, as despesas totais somaram R$ 187,727 bilhões, com alta real de 3,1%.
O aumento das receitas foi impulsionado principalmente pela arrecadação administrada pela Receita Federal, que cresceu 4,1% (equivalente a R$ 5,5 bilhões). Dentro desse grupo, destacam-se:
- Alta de 35,6% na arrecadação do IOF
- Crescimento de 8,1% na Cofins
Também contribuiu para o resultado positivo a elevação de 5,6% nas receitas do Regime Geral de Previdência Social, com acréscimo de R$ 3,1 bilhões.
No lado das despesas, o avanço foi puxado principalmente por:
- Aumento nos gastos discricionários (+R$ 5,4 bilhões)
- Elevação das despesas com pessoal e encargos sociais (+R$ 2,2 bilhões)
- Crescimento dos benefícios previdenciários (+R$ 1,7 bilhão)
Apesar do déficit registrado em fevereiro, o acumulado do ano ainda é positivo. Nos dois primeiros meses de 2026, o Governo Central apresenta superávit primário de R$ 56,854 bilhões, impulsionado pelo resultado expressivo de janeiro.
O saldo acumulado representa uma alta real de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025, indicando estabilidade nas contas públicas no início do ano.


