Os preços das passagens aéreas no Brasil podem ter um aumento de até 20%, após o reajuste no valor do querosene de aviação (QAV), segundo especialistas do setor.
A Petrobras anunciou um aumento superior a 50% no preço médio do combustível, o que impacta diretamente os custos operacionais das companhias aéreas, já que o QAV representa cerca de 45% das despesas do setor.
O reajuste está ligado à alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pela guerra no Oriente Médio, que pressiona os preços do barril.
De acordo com especialistas, o impacto nas passagens deve variar entre 10% e 20%, com uma média próxima de 15%, dependendo de fatores como ocupação dos voos e estratégias de cada companhia.
Além disso, o aumento pode trazer efeitos em cadeia. Com tarifas mais altas, há tendência de queda na demanda por passagens, principalmente em viagens de lazer, mais sensíveis ao preço. Em alguns casos, empresas podem até reduzir voos menos rentáveis.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas alertou que o reajuste pode gerar “consequências severas”, incluindo impacto na oferta de voos e na conectividade aérea do país.
Para tentar amenizar os efeitos, a Petrobras anunciou um modelo de parcelamento do aumento para distribuidoras, reduzindo o impacto imediato. Já o governo federal avalia medidas como:
- Redução temporária de tributos sobre o QAV
- Diminuição do IOF para companhias aéreas
- Corte de impostos sobre leasing de aeronaves
Outra proposta em análise é a criação de uma linha emergencial do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) para auxiliar na compra de combustível.
O Ministério da Fazenda informou que segue monitorando o cenário internacional e que eventuais medidas serão adotadas com cautela, considerando os impactos na economia brasileira.
O cenário reforça um alerta: com o aumento nos custos do setor, viajar de avião pode ficar mais caro nos próximos meses, afetando tanto passageiros quanto a dinâmica do transporte aéreo no país.


