A Refinaria da Amazônia (Ream) voltou a aumentar o preço da gasolina vendida às distribuidoras no estado. A partir desta sexta-feira (3), o litro passou a custar R$ 4,17 (sem tributos), representando um aumento de R$ 0,21 em relação ao valor anterior.
O reajuste acontece poucos dias após uma redução anunciada no fim de março e reforça um cenário de forte oscilação nos preços dos combustíveis em 2026, marcado por sucessivas altas e quedas em curto intervalo.
Reajuste nas refinarias impacta diretamente o consumidor
Com a nova alta, os preços já começaram a subir nos postos de Manaus. O litro da gasolina comum passou de R$ 7,29 para R$ 7,59, enquanto a versão aditivada subiu de R$ 7,49 para R$ 7,79.
A mudança tem relação direta com os valores praticados na refinaria, que influenciam toda a cadeia até chegar ao consumidor final.
Sequência de aumentos preocupa
Este é o sexto reajuste consecutivo da Ream em 2026, consolidando um período de instabilidade nos preços. Ao longo de março, o valor da gasolina passou por diversas alterações, chegando a cair e voltar a subir em menos de dez dias.
Além da gasolina, o diesel também apresentou alta, atingindo cerca de R$ 6,60 nas distribuidoras, reforçando a tendência de aumento dos combustíveis no estado.
Proposta tenta conter alta do diesel
Para reduzir os impactos, o Amazonas e outros estados aderiram à proposta do governo federal que prevê um subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel, dividido entre União e estados, com validade inicial de dois meses.
A medida busca conter a escalada de preços sem a necessidade de zerar o ICMS, imposto estadual sobre combustíveis.
Manaus entre os combustíveis mais caros do país
Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que Manaus já figura entre as capitais com os preços mais altos do Brasil. No início do ano, o litro da gasolina já era vendido, em média, por R$ 6,98, colocando a cidade entre os primeiros lugares no ranking nacional.
Especialistas apontam que fatores como custos logísticos elevados, preços nas refinarias e carga tributária contribuem para os valores mais altos na região Norte.
Tendência de alta contínua
O cenário atual indica uma pressão contínua nos preços dos combustíveis, com impactos diretos no custo de vida, transporte e economia local, especialmente para consumidores que dependem do veículo no dia a dia.


