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Saúde

Estudo associa alguns contraceptivos hormonais a maior risco de tumor cerebral, mas risco absoluto continua baixo

Pesquisa com 2,9 milhões de mulheres identificou associação entre determinados progestagênios e o meningioma, sem comprovar relação de causa e efeito
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Um estudo publicado na revista científica JAMA Network Open identificou uma associação entre alguns contraceptivos hormonais que contêm progestagênios e um maior risco de desenvolver meningioma, o tumor mais comum das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

A pesquisa analisou os registros de saúde de 2,9 milhões de mulheres na Dinamarca, com idades entre 15 e 59 anos, acompanhadas durante 25 anos, entre 1996 e 2021.

Ao longo do período, foram registrados 1.339 casos de meningioma, permitindo aos pesquisadores comparar a incidência do tumor entre usuárias e não usuárias de diferentes métodos contraceptivos hormonais.

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O que o estudo encontrou

Os pesquisadores observaram que alguns contraceptivos contendo progestagênios apresentaram associação com maior risco de meningioma. O aumento mais significativo foi identificado entre usuárias de acetato de medroxiprogesterona injetável.

Também foram observadas associações com métodos que utilizam desogestrel, drospirenona, gestodeno, levonorgestrel e ciproterona, além do DIU hormonal de alta dose de levonorgestrel, principalmente entre mulheres com uso prolongado.

Segundo os autores, em alguns casos a associação foi mais evidente entre usuárias atuais ou recentes, aumentando conforme o tempo de utilização do contraceptivo.

O que é o meningioma

O meningioma é um tumor que se desenvolve nas meninges, membranas responsáveis por proteger o cérebro e a medula espinhal. Cerca de 90% dos casos são benignos, mas, dependendo do tamanho e da localização, pode causar sintomas como:

  • Dor de cabeça persistente;
  • Alterações na visão;
  • Convulsões;
  • Perda de força em alguma parte do corpo.

O tratamento varia conforme cada paciente e pode incluir acompanhamento periódico, cirurgia ou radioterapia.

Especialistas reforçam que não há motivo para interromper o uso por conta própria

Os autores destacam que o estudo é observacional, ou seja, identifica uma associação, mas não comprova que os contraceptivos sejam a causa do desenvolvimento do tumor.

Além disso, os pesquisadores ressaltam que o meningioma continua sendo uma doença rara e o risco absoluto permanece baixo.

Por isso, a orientação é que nenhuma mulher interrompa ou troque o método contraceptivo sem orientação médica. A escolha do contraceptivo deve ser feita de forma individualizada, em conjunto com o ginecologista, levando em consideração o histórico de saúde, os benefícios e os possíveis riscos de cada opção.

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