A cantora, compositora e atriz americana Dolly Parton morreu aos 80 anos. O falecimento foi anunciado pela família da artista nas redes sociais nesta terça-feira (25).
Considerada uma das maiores representantes da música country, Dolly construiu uma carreira de quase seis décadas, marcada por sucessos musicais, trabalhos no cinema, empreendedorismo e ações filantrópicas.
Ao longo da carreira, a artista recebeu 11 prêmios Grammy, incluindo uma homenagem pelo conjunto da obra.
Dolly Parton deixa legado na música
Com músicas como “Jolene”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”, Dolly Parton se tornou uma das artistas femininas mais bem-sucedidas da história.
A cantora vendeu mais de 100 milhões de discos e escreveu milhares de músicas ao longo da vida. Seu trabalho como compositora também fez com que suas canções fossem gravadas por artistas de diferentes gerações e estilos.
Uma das versões mais conhecidas de suas composições foi “I Will Always Love You”, interpretada por Whitney Houston e eternizada na trilha sonora do filme O Guarda-Costas.
Dolly também teve músicas regravadas por nomes como Beyoncé e The White Stripes, além de ter colaborado diversas vezes com sua afilhada, Miley Cyrus.
Ao todo, estima-se que Parton tenha escrito cerca de 3 mil músicas durante sua trajetória.
Carreira também passou pelo cinema
Dolly Parton também construiu uma carreira como atriz.
Ela estreou no cinema em 1980, no filme Como Eliminar Seu Chefe, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. A música-tema do longa rendeu à cantora sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Canção.
Anos depois, recebeu outra indicação ao Oscar pela música “Travelin’ Thru”, escrita para o filme Transamérica.
Entre os outros trabalhos de Dolly no cinema estão Flores de Aço, A Melhor Casa Suspeita do Texas, Rhinestone – Um Brilho na Noite e Straight Talk.
Em reconhecimento à sua atuação humanitária, a artista recebeu o Prêmio Humanitário Jean Hersholt, concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Dolly Parton também era empresária
Além da música e do cinema, Dolly Parton construiu um império empresarial.
Um dos principais símbolos de seu legado é o Dollywood, parque temático localizado no Tennessee, estado onde a cantora nasceu.
Sua trajetória também foi marcada por uma forte identidade visual, com cabelos loiros volumosos, figurinos extravagantes e muito brilho, características que ajudaram a transformar Dolly em uma das artistas mais reconhecidas da cultura americana.
Cantora era conhecida pelo trabalho filantrópico
A atuação de Dolly Parton também ultrapassou o entretenimento.
Em 1995, ela criou a Imagination Library, programa dedicado ao incentivo à leitura infantil e criado em homenagem ao seu pai.
A iniciativa começou no Tennessee e posteriormente se expandiu para outras regiões dos Estados Unidos e para outros países.
Segundo informações divulgadas pela CNN, o programa já distribuiu mais de 300 milhões de livros para crianças.
Dolly também realizou doações, apoiou programas educacionais e participou de iniciativas de auxílio após desastres naturais.
Dolly Parton não teve filhos
A cantora decidiu não ter filhos e construiu sua família ao lado do marido, Carl Dean.
Os dois foram casados por quase seis décadas. Carl Dean morreu em 2025, aos 82 anos, pouco mais de um ano antes da morte da artista.
Ao longo da vida, Dolly falou sobre sua escolha de não ter filhos e sobre como a decisão permitiu que ela dedicasse mais tempo à carreira e aos projetos filantrópicos.
Como será o funeral de Dolly Parton?
Segundo comunicado da família, o funeral da cantora será privado e reservado aos familiares mais próximos.
A família também pediu que fãs e amigos prestem suas homenagens por meio das redes sociais ou do site oficial da artista.
Em vez de flores, os familiares pediram que as pessoas façam doações para a Imagination Library, projeto criado por Dolly Parton para incentivar a leitura entre crianças.
Dolly Parton deixa um legado que vai muito além da música. Com sucessos que atravessaram gerações, trabalhos no cinema, negócios e projetos sociais, a artista se consolidou como uma das personalidades mais influentes da cultura americana.

