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Economia

Copom mantém Selic em 15% e indica que juros altos devem durar mais tempo

Mesmo com melhora nas projeções de inflação, Banco Central opta por cautela e mantém taxa no maior patamar desde 2006
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, de forma unânime, manter a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (5). Essa é a terceira manutenção consecutiva desde que o BC interrompeu o ciclo de alta dos juros, em julho, e mantém a taxa básica no nível mais alto desde 2006.

A decisão era amplamente esperada pelo mercado financeiro. O Copom ressaltou, em comunicado, que o cenário econômico ainda é de “incerteza elevada”, o que exige cautela na condução da política monetária. O colegiado reforçou que os juros devem permanecer em patamar alto “por período bastante prolongado”, até que a inflação retorne à meta.

“O Comitê enfatiza que seguirá vigilante e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”

Destacou a nota oficial.

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Cenário de riscos e cautela

O Copom afirmou que os riscos para a inflação seguem elevados, tanto para cima quanto para baixo.
Entre os fatores que podem pressionar os preços, o BC citou:

  • Desancoragem das expectativas de inflação;

  • Persistência da alta nos serviços;

  • Conjuntura externa e interna das políticas econômicas.

Já entre os fatores que podem reduzir a inflação, o Comitê destacou:

  • Desaceleração mais forte da economia brasileira;

  • Queda mais intensa da economia global;

  • Redução nos preços das commodities.

O BC também mencionou os efeitos do tarifaço imposto pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros e os impactos da política fiscal doméstica como pontos de atenção adicionais.

“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”

Afirmou o comunicado.

Expectativas de inflação melhoram

Apesar da manutenção dos juros, o mercado tem mostrado melhora nas projeções de inflação.
De acordo com o Boletim Focus, divulgado na última segunda-feira (3), a expectativa para o IPCA de 2025 caiu pela sexta semana seguida, passando para 4,55%.

Para os anos seguintes, as projeções também indicam desaceleração gradual:

  • 2026: 4,20%

  • 2027: 3,80%

  • 2028: 3,50%

A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A próxima e última reunião do Copom em 2025 está marcada para 9 e 10 de dezembro.

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