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Economia

Dólar fecha a R$ 5,15 pela primeira vez desde 2024; Ibovespa avança aos 191 mil pontos

Mercados reagem a novas tarifas dos EUA, expectativas sobre juros americanos e avanço do acordo Mercosul-UE
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O dólar encerrou esta terça-feira (24) em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,1553, renovando o menor patamar desde 28 de maio de 2024, quando fechou a R$ 5,1534. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 5,1424.

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta na última hora do pregão, próximo aos 191 mil pontos, acompanhando o movimento positivo dos mercados internacionais.

Tarifas dos EUA entram em vigor

Entrou em vigor nos Estados Unidos uma tarifa adicional de 10% sobre produtos importados não contemplados por isenções, conforme comunicado da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). A taxa corresponde ao percentual anunciado pelo presidente Donald Trump na última sexta-feira (20).

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Segundo o jornal Financial Times, a expectativa é que o aumento para 15% seja formalizado posteriormente por decreto.

Apesar de vários itens brasileiros constarem na lista de isenção, produtos como aço e alumínio seguem com alíquota de 50%, agora somada aos 10% adicionais. Ainda assim, estudo da Global Trade Alert aponta que o Brasil está entre os países mais beneficiados pelas mudanças, com redução de 13,6 pontos percentuais nas tarifas médias.

O discurso anual de Trump no Capitólio também esteve no radar dos investidores, ampliando as atenções sobre os rumos da política comercial americana.

Expectativa sobre juros nos EUA

O mercado acompanhou declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, 98% do mercado espera manutenção dos juros na reunião de março.

A diretora do Fed, Lisa Cook, afirmou que o avanço da inteligência artificial pode provocar mudanças estruturais no mercado de trabalho americano. Já Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, sinalizou que novos cortes de juros podem ocorrer até o fim de 2026, caso a inflação continue cedendo.

Juros mais elevados nos EUA costumam fortalecer o dólar globalmente. Para o Brasil, isso pode significar pressão sobre o real e sobre a inflação, influenciando decisões do Banco Central brasileiro.

Acordo Mercosul–União Europeia avança

No cenário doméstico, a representação brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou o acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e a União Europeia.

O texto agora segue para votação no plenário da Câmara. O acordo, negociado há mais de 25 anos, prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, além de diretrizes para investimentos e padrões regulatórios.

Setor externo registra déficit menor

Dados divulgados pelo Banco Central do Brasil mostram que as transações correntes registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, abaixo do rombo de US$ 9,8 bilhões no mesmo mês de 2025.

Nos 12 meses até janeiro, o déficit recuou para US$ 67,6 bilhões (2,92% do PIB).

A balança comercial de bens apresentou superávit de US$ 3,5 bilhões, com exportações de US$ 25,3 bilhões e importações de US$ 21,8 bilhões.

Desempenho dos mercados

Dólar

  • Semana: -0,40%

  • Mês: -1,76%

  • Ano: -6,07%

Ibovespa

  • Semana: -0,88%

  • Mês: +4,13%

  • Ano: +17,21%

No exterior, os principais índices de Wall Street operaram em alta, enquanto o índice europeu STOXX 600 avançou 0,23%. Na Ásia, bolsas como Xangai e Tóquio também registraram ganhos, refletindo maior apetite por risco diante das mudanças tarifárias e expectativas econômicas globais.

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