Homens e adolescentes do sexo masculino diagnosticados com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico passarão a ter acesso a tratamentos à base de testosterona pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi oficializada pelo Ministério da Saúde por meio de uma portaria publicada nesta terça-feira (16).
A incorporação contempla os medicamentos undecilato de testosterona, cipionato de testosterona e a combinação de quatro ésteres hormonais, propionato, empropionato, isocaproato e decanoato de testosterona, para reposição hormonal em pacientes com a condição.
No caso dos adolescentes, a combinação dos quatro ésteres será utilizada para indução da puberdade quando houver diagnóstico confirmado de hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico.
Entenda a condição
O hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico ocorre quando o organismo não produz adequadamente os hormônios responsáveis por estimular a produção de testosterona.
Entre os homens adultos, a condição pode provocar redução da libido, infertilidade, perda de massa muscular e diminuição da força física. Já nos adolescentes, pode causar atraso ou ausência das mudanças esperadas durante a puberdade.
Uso será restrito a pacientes diagnosticados
O Ministério da Saúde destacou que o tratamento será destinado exclusivamente a pacientes com diagnóstico confirmado da doença. A medida não inclui o uso de testosterona para fins estéticos, ganho de massa muscular ou melhora do desempenho esportivo.
O que é a testosterona
A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, produzido principalmente nos testículos e, em menor quantidade, pelas glândulas suprarrenais.
Ela é responsável por características como engrossamento da voz, crescimento de pelos corporais e desenvolvimento dos órgãos sexuais durante a puberdade. Além disso, atua na produção de espermatozoides, desejo sexual, fortalecimento dos músculos e ossos, além de influenciar a distribuição de gordura no organismo.
Embora em menor quantidade, as mulheres também produzem testosterona, hormônio que contribui para a saúde muscular, óssea e reprodutiva.
Disponibilização pode levar até seis meses
Apesar da publicação da portaria, os medicamentos ainda não estarão disponíveis de forma imediata. O Ministério da Saúde terá um prazo de até 180 dias para organizar a oferta dos tratamentos na rede pública.
A incorporação foi aprovada após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a portaria já está em vigor desde sua publicação.


