Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na segunda-feira (8), Ronald Sales Ramos Filho e Vinicius Miranda Munhoz, conhecido como “O Japa”, apontados como integrantes de uma organização criminosa envolvida com agiotagem, extorsão, sequestro e roubo na capital amazonense.
As prisões foram realizadas por equipes do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na região da Ponta Negra, zona oeste de Manaus. De acordo com as investigações, a dupla integra um grupo criminoso liderado por Gustavo da Silva Albuquerque, que segue foragido.
A ação é resultado do avanço das investigações da Operação Tormenta, que já desarticulou cinco grupos ligados à prática de agiotagem em Manaus.
Segundo o delegado Cícero Túlio, mesmo após as fases anteriores da operação, os criminosos continuaram atuando e ampliaram as ameaças contra familiares das vítimas.
“As equipes identificaram que parte desses grupos criminosos continuava ameaçando vítimas e coletando informações de familiares para também praticar extorsões”, afirmou o delegado.
Sequestro motivou pedido de prisão
As investigações apontaram ainda a participação da quadrilha em um sequestro ocorrido no dia 1º de junho deste ano.
Conforme a Polícia Civil, a descoberta do crime levou ao pedido de prisão preventiva dos suspeitos e à solicitação de medidas para análise dos aparelhos celulares apreendidos.
“Identificamos que o grupo criminoso realizou um sequestro recentemente. Diante dos elementos reunidos, representamos pelas prisões preventivas e pela quebra de sigilo de dados telemáticos”, explicou Cícero Túlio.
Monitoramento levou à captura
Os suspeitos foram localizados após um trabalho de monitoramento realizado pelos investigadores.
A polícia identificou os veículos utilizados pelo grupo e passou a acompanhar os deslocamentos dos suspeitos até encontrá-los na região da Ponta Negra.
“Foi possível localizar os veículos utilizados pelos investigados e cumprir as ordens judiciais de prisão preventiva”, destacou o delegado.
Vítimas relataram novas ameaças
Após as prisões, novas vítimas procuraram a delegacia para denunciar a continuidade das cobranças ilegais e das ameaças praticadas pelo grupo.
Durante as apurações, os investigadores identificaram um boletim de ocorrência relacionado a um sequestro em que os criminosos teriam roubado aproximadamente R$ 15 mil em joias da vítima.
“Mesmo após as fases da Operação Tormenta, eles continuavam realizando cobranças ilegais, extorsões e atos de violência”, relatou o delegado.
Operações já resultaram em 40 prisões
De acordo com a Polícia Civil, somente neste ano foram realizadas pelo menos quatro grandes operações contra grupos de agiotagem em Manaus.
As ações resultaram na prisão de aproximadamente 40 pessoas e no bloqueio judicial de cerca de R$ 10 milhões em bens e ativos financeiros ligados às organizações criminosas.
“Essas operações têm incentivado outras vítimas a denunciar os crimes, permitindo o avanço das investigações e o enfraquecimento dessas quadrilhas”, afirmou Cícero Túlio.
O delegado também destacou que os recursos obtidos pelos grupos criminosos podem estar relacionados ao financiamento de outras atividades ilícitas.
“Nosso objetivo é retirar esses criminosos de circulação e bloquear os recursos que alimentam não apenas a agiotagem, mas também outras práticas criminosas, como o tráfico de drogas”, disse.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que os suspeitos também são investigados por roubo e extorsão, além da participação em sequestros.
A análise dos celulares apreendidos poderá levar à identificação de novos envolvidos e ao cumprimento de outras prisões relacionadas à Operação Tormenta.
Os presos responderão pelos crimes de associação criminosa, extorsão mediante sequestro, extorsão majorada e roubo majorado.
A Polícia Civil solicita a colaboração da população para localizar os foragidos Gustavo da Silva Albuquerque e Igor Costa Laranjeiras.


