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Economia

Região Norte mantém cesta básica mais cara do país e custo chega a R$ 939,79 em maio

Levantamento da Abras aponta alta de 1,88% no preço da cesta de 35 produtos de largo consumo, mantendo a região com o maior custo médio nacional
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A Região Norte continuou registrando o maior custo médio da cesta de 35 produtos de largo consumo do país em maio de 2026. Segundo o Abrasmercado, indicador da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o valor da cesta passou de R$ 922,44 para R$ 939,79, representando uma alta de 1,88% no período.

No cenário nacional, a cesta registrou aumento de 2,16%, passando de R$ 836,80 para R$ 854,91. No acumulado de 2026, a elevação já chega a 6,82%, mantendo a tendência de alta observada nos primeiros meses do ano.

Entre as demais regiões, o Sul apresentou a maior variação mensal, com alta de 2,77%, elevando o custo médio para R$ 932,39. O Centro-Oeste registrou aumento de 2,60%, com a cesta chegando a R$ 802,33, enquanto o Sudeste teve alta de 1,86%, alcançando R$ 874,66.

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Feijão, arroz e leite lideram altas

Os produtos que mais pressionaram os preços em maio foram o feijão, com aumento de 6,44%, seguido pelo arroz (2,16%) e pelo leite longa vida (0,77%).

Por outro lado, alguns itens registraram redução nos preços, como o café torrado e moído (-2,38%), o açúcar refinado (-0,99%), o óleo de soja (-0,87%), a farinha de mandioca (-0,67%), a massa de espaguete de sêmola (-0,53%) e a farinha de trigo (-0,21%).

No acumulado do ano, os maiores aumentos continuam concentrados no feijão, que acumula alta de 41,09%, e no leite longa vida, com avanço de 22,33%.

Carnes e hortaliças também influenciaram

Entre as proteínas, houve aumento nos preços da carne bovina, tanto nos cortes do traseiro (1,90%) quanto do dianteiro (1,71%), além do frango congelado (0,52%). Em contrapartida, ovos (-1,08%) e pernil (-0,27%) ficaram mais baratos.

Já entre os hortifrútis, as maiores altas foram registradas na batata (44,69%), no tomate (20,62%) e na cebola (16,80%), reflexo das condições de oferta e da sazonalidade.

Os produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica também apresentaram reajustes, com destaque para papel higiênico, xampu, creme dental, sabonete, desinfetante, detergente líquido, água sanitária e sabão em pó.

Norte também lidera custo da cesta de produtos básicos

No levantamento da cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional subiu 0,81%, chegando a R$ 357,10.

Mais uma vez, a Região Norte apresentou o maior custo do país, com alta de 2,11% e valor médio de R$ 447,54. O resultado foi impulsionado principalmente pelos aumentos do arroz (4,42%), da carne bovina (corte dianteiro) (4,29%) e do leite longa vida (3,50%), índices superiores à média nacional.

Entre as capitais e regiões metropolitanas, os maiores custos da cesta básica continuam concentrados no Norte, com Rio Branco (R$ 448,88) e Belém (R$ 446,20) liderando o ranking nacional de preços.

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