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Economia

Cesta básica em Manaus consome quase 100 horas de trabalho e pesa no orçamento das famílias

Na capital amazonense, trabalhador precisa dedicar 99 horas e 28 minutos para comprar os alimentos básicos. Em todo o país, cesta já compromete mais da metade do salário mínimo líquido
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O aumento no preço dos alimentos continua pressionando o orçamento dos brasileiros e também é sentido em Manaus, onde um trabalhador precisa dedicar 99 horas e 28 minutos de trabalho para adquirir uma cesta básica.

O dado faz parte de um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que aponta que, em média, a cesta básica consome 52,02% do salário mínimo líquido no Brasil.

Nas 27 capitais brasileiras, o valor médio da cesta básica chegou a R$ 779,95 em junho, representando alta de 8,69% em relação ao mesmo período de 2025.

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Em Manaus, a capital ocupa a 17ª posição no ranking nacional de horas trabalhadas para a compra da cesta básica. Apesar de estar abaixo das capitais com os maiores custos, o tempo necessário ainda representa praticamente 100 horas de trabalho por mês apenas para garantir os alimentos essenciais.

Segundo o estudo, um trabalhador brasileiro precisa, em média, de 105 horas e 51 minutos de trabalho para comprar a cesta básica.

Com base nesses números, Conab e Dieese estimam que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92, valor cerca de cinco vezes superior ao salário mínimo atual de R$ 1.621.

O levantamento também mostra que o rendimento médio do trabalhador brasileiro, atualmente em R$ 3.726, permanece bem abaixo desse valor considerado ideal para atender às despesas básicas de uma família.

Capitais com maior custo

A cesta básica mais cara do país foi registrada em São Paulo, onde o conjunto de alimentos custa R$ 965,47. Na capital paulista, o trabalhador precisa dedicar 131 horas e 2 minutos de trabalho para realizar a compra.

Em seguida aparecem Cuiabá (127 horas e 17 minutos), Rio de Janeiro (124 horas e 59 minutos), Florianópolis (124 horas e 39 minutos) e Porto Alegre (120 horas e 44 minutos).

Menor custo

Na outra ponta do levantamento, Aracaju (SE) apresentou a cesta básica mais barata do país, com custo médio de R$ 630,40, exigindo 85 horas e 34 minutos de trabalho para sua aquisição.

Já São Luís (MA) foi a única capital brasileira a registrar queda no preço da cesta básica nos últimos 12 meses, com recuo de 0,09%.

O estudo também aponta que, entre maio e junho deste ano, 17 capitais registraram aumento no preço da cesta básica, enquanto outras 10 apresentaram redução no período.

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