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Saúde

SUS passa a oferecer exame feito em casa para rastrear câncer de intestino

Teste Imunoquímico Fecal será destinado a pessoas de 50 a 75 anos sem sintomas e pode ampliar a prevenção da doença no país
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Brasileiros entre 50 e 75 anos passam a contar com uma nova estratégia no Sistema Único de Saúde (SUS) para identificar precocemente alterações relacionadas ao câncer colorretal. O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) foi incorporado à tabela de procedimentos da rede pública e poderá ser realizado a partir de uma coleta simples feita pelo próprio paciente em casa.

A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde e tem como foco o rastreamento de pessoas que não apresentam sintomas. A estimativa apresentada pelo governo é de que a estratégia possa alcançar mais de 40 milhões de brasileiros.

O exame procura pequenas quantidades de sangue humano nas fezes que não são perceptíveis a olho nu. A presença desse sangue pode estar relacionada a diferentes alterações no intestino, incluindo pólipos e lesões que precisam ser investigadas.

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Coleta pode ser realizada em casa

Uma das principais características do FIT é a simplicidade.

O paciente recebe um kit contendo haste e tubo coletor e realiza a coleta de uma pequena amostra das fezes em casa. Depois, o material é encaminhado para análise laboratorial.

Não é necessário fazer preparo intestinal ou seguir uma dieta específica antes do procedimento. Também é necessária apenas uma coleta de material.

O teste utiliza anticorpos específicos para detectar hemoglobina humana nas fezes, diferenciando-se dos métodos tradicionais utilizados para pesquisa de sangue oculto.

Quem poderá fazer pelo SUS

O protocolo estabelece como público-alvo homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentem sintomas relacionados à doença.

Para esse grupo, a orientação prevista é realizar o rastreamento a cada dois anos, dentro da atenção básica do SUS.

A estratégia busca identificar pessoas que precisam de uma investigação mais detalhada antes mesmo do aparecimento de sinais clínicos.

Resultado do FIT não confirma câncer

Um resultado alterado no teste não significa diagnóstico de câncer de intestino.

O FIT funciona como uma ferramenta inicial de rastreamento. Quando identifica sangue nas fezes, o paciente pode precisar passar por uma avaliação complementar para descobrir a origem do sangramento.

Entre os exames que podem ser utilizados posteriormente está a colonoscopia, que permite visualizar diretamente o interior do intestino e identificar possíveis alterações.

Teste não é indicado para quem apresenta sintomas

O novo protocolo é direcionado ao rastreamento preventivo de pessoas assintomáticas.

Quem apresenta sintomas intestinais ou já possui suspeita clínica de câncer colorretal deve passar por avaliação médica, em vez de utilizar o FIT como exame diagnóstico.

Alterações persistentes no funcionamento intestinal, presença visível de sangue nas fezes ou outros sinais suspeitos precisam ser investigados individualmente por profissionais de saúde.

A incorporação do FIT ao SUS amplia uma estratégia de rastreamento menos invasiva e mais simples de ser aplicada em grande escala, enquanto casos com resultados alterados poderão seguir para etapas complementares de investigação.

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