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Aeroporto de Flores passa a ser administrado pela Infraero e aeroportuários temem novas taxas

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A decisão foi por meio da portaria nº 514 do Ministério de Portos e Aeroportos, o documento atribui à Companhia a administração, operação e exploração do terminal

O Aeroporto de Flores (Aeroclube), localizado na avenida Professor Nilton Lins, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus, agora será administrado pela Infraero.

A decisão foi por meio da portaria nº 514 do Ministério de Portos e Aeroportos, publicada nesta segunda-feira, 27 de novembro de 2023, no Diário Oficial da União.

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O documento atribui à Companhia a administração, operação e exploração do terminal a partir desta data. Nele funcionam a sede do Aeroclube do Amazonas (ACA), empresas de táxi aéreo e escolas de paraquedismo.

Por meio de nota, o presidente da Infraero, Rogério Barzellay, disse que a transferência da outorga de mais um terminal à Infraero reforça a expertise que tem a Companhia na administração de aeroportos e sua vocação para o desenvolvimento da aviação regional.

A Infraero agora irá trabalhar para agilizar a transição das operações e, oportunamente, anunciar um plano de ações para o aeroporto, com foco no seu potencial de demanda e incremento das operações”, ressaltou o presidente.

Mas pra quem conhece bem a realidade do Aeroporto de Flores e já trabalha há muitos anos no local, a troca de gestão não foi vista com bons olhos.

Proprietários de empresas de aviação e outros aeroportuários acreditam que com a administração da Infraero , novas taxas vão ser cobradas e a burocracia pode aumentar.

A Rede MLC conversou com Mauro Paulino de Lima, proprietário da Paulino Serviços Aeronáuticos de Transporte (PSAT). Trabalhando na área há mais de 30 anos, ele acredita que os cofres das empresas vão ser prejudicados com a nova gestão.

A Infraero é uma empresa que costuma cobrar muitas taxas, seja pra ter acesso ao aeroporto, para pousar ou para decolar. Ela também costuma solicitar muitos cursos de capacitação para operação aeroportuária, o que demanda tempo e mais taxas.” disse o empresário.

Para Mauro, a mudança visa somente o lucro por parte da Infraero e não melhorias estruturais que facilitem a vida dos aeroportuários. “ Se observarmos a atuação da Infraero em aeroportos do interior do Amazonas, vamos perceber que os terminais estão praticamente abandonados, e mesmo com anos de gestão, eles continuam sem apresentar qualquer tipo de mudança, mas as taxas continuam sendo cobradas.” ressaltou Mauro.

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