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Saúde

Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com preços até 90% menores

Ministério da Saúde pediu análise da semaglutida e liraglutida para tratamento da obesidade; eventual oferta ainda depende de avaliação da Conitec
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Medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras podem futuramente ser oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade. O Ministério da Saúde encaminhou à Conitec um pedido para avaliar a incorporação de tratamentos à base de semaglutida e liraglutida.

Segundo estimativa apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, uma eventual compra em grande escala pelo SUS poderia permitir redução de até 90% no preço de aquisição. A pasta trabalha com uma projeção de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano para a oferta dos medicamentos.

A incorporação, entretanto, ainda não foi aprovada. A solicitação inicia uma nova etapa de análise técnica para determinar condições de uso, público que poderá receber o tratamento e impacto da medida sobre o sistema público de saúde.

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Concorrência já reduziu preços no Brasil

O cenário para esses medicamentos mudou nos últimos meses com a entrada de novas opções no mercado.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 25 medicamentos dessa categoria já foram registrados no país, sendo 14 somente em 2026. O aumento da concorrência inclui versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos.

Segundo a pasta, os preços desses produtos no Brasil já apresentaram redução de cerca de 70% em menos de um ano. A expectativa é que uma eventual negociação em grande escala para o SUS possa ampliar essa redução.

Quem poderá receber as canetas pelo SUS?

Ainda não existe uma definição final sobre quais pacientes terão acesso aos medicamentos caso a incorporação seja aprovada.

O pedido encaminhado à Conitec prevê a avaliação da semaglutida e da liraglutida para tratamento de pacientes com obesidade. Os critérios clínicos específicos deverão ser estabelecidos durante o processo de incorporação.

A proposta é que o tratamento seja direcionado a pacientes nos quais o controle da obesidade possa trazer benefícios relevantes à saúde e reduzir o risco de complicações ou a necessidade de procedimentos de maior complexidade.

Medicamentos não serão liberados apenas para fins estéticos

As substâncias avaliadas pertencem à classe dos análogos de GLP-1, medicamentos que atuam em mecanismos relacionados ao controle da glicose, apetite e saciedade.

A eventual disponibilização pelo SUS estará vinculada ao tratamento da obesidade dentro de critérios médicos, e não ao uso exclusivamente estético.

O Ministério da Saúde também conduz estudos com pacientes do SUS para avaliar a utilização desses medicamentos no tratamento da obesidade.

Oferta ainda depende de aprovação

Apesar da expectativa de incorporação, não há confirmação de que as canetas já serão distribuídas pelo SUS nem uma data definida para o início da oferta.

A Conitec deverá analisar evidências científicas, benefícios clínicos, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário antes de uma decisão sobre a incorporação.

Somente após a conclusão desse processo poderão ser definidos os critérios de acesso e as condições para uma eventual distribuição na rede pública.

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