Os níveis de partículas presentes no ar subiram em diferentes regiões de Manaus nesta quinta-feira (17) e ultrapassaram a marca de 100 µg/m³ em alguns pontos monitorados. A situação mais crítica foi identificada na Compensa, Zona Oeste, onde a concentração chegou a 129,5 µg/m³, classificada como péssima.
O cenário coincide com uma nova presença de fumaça sobre a cidade durante a madrugada e o início da manhã. É a terceira ocorrência desse tipo registrada na capital desde o dia 9 de setembro.
A origem da fumaça é associada, segundo informações municipais, a áreas de queimadas localizadas principalmente em Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Manacapuru.
Índices ultrapassam faixa considerada boa
Os números registrados nesta quinta-feira estão distantes da faixa de 0 a 25 µg/m³, considerada adequada para uma boa qualidade do ar.
Medições realizadas em Parque Dez, Nossa Senhora das Graças, Morro da Liberdade, Cachoeirinha e Aparecida ficaram entre 85,7 e 108,6 µg/m³.
No Aleixo, foram registrados 61,2 µg/m³, enquanto o Armando Mendes apresentou 54,8 µg/m³.
A concentração elevada de partículas também alcançou cidades próximas. Manaquiri marcou 126,8 µg/m³, enquanto Manacapuru chegou a 114,7 µg/m³ e Iranduba, a 107,4 µg/m³.
Exposição exige cuidados com a saúde
A presença dessas partículas no ar pode provocar ou agravar sintomas respiratórios, especialmente durante períodos prolongados de exposição.
Entre os sinais que merecem atenção estão tosse, irritação na garganta, ardência nos olhos, coriza, dor de cabeça, chiado e falta de ar.
Durante os períodos de maior concentração de fumaça, a recomendação é diminuir o tempo em ambientes externos e evitar exercícios físicos ao ar livre.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares precisam de atenção especial. A hidratação deve ser reforçada e, quando não for possível evitar a exposição, máscaras N95 podem reduzir a inalação de partículas.
Pessoas que apresentarem sintomas leves podem procurar atendimento na atenção básica. Quadros mais intensos, principalmente aqueles envolvendo dificuldade para respirar, devem ser avaliados em unidades de urgência e emergência.
A evolução das condições atmosféricas segue sendo acompanhada enquanto a fumaça permanece sobre a região.

