Há exatos 25 anos, o mundo acompanhava imagens que se tornariam um dos principais marcos da história contemporânea. Em 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados nos Estados Unidos e utilizados em uma série de ataques terroristas que deixaram 2.977 mortos.
Nesta sexta-feira (11), cerimônias nos Estados Unidos relembram as vítimas dos atentados ao World Trade Center, em Nova York, ao Pentágono, na Virgínia, e da queda do voo 93 na Pensilvânia.
O que aconteceu em 11 de setembro de 2001?
Naquela manhã, 19 integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais.
Às 8h46, o voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte do World Trade Center. Pouco depois, às 9h03, o voo 175 da United Airlines atingiu a Torre Sul.
As imagens do segundo avião atingindo o prédio foram transmitidas para milhões de pessoas e deixaram claro que os Estados Unidos estavam diante de um ataque coordenado.
Um terceiro avião, o voo 77 da American Airlines, atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
O quarto, voo 93 da United Airlines, caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes reagiram aos sequestradores.
As duas torres do World Trade Center desabaram naquela manhã.
Quase 3 mil pessoas morreram
Os atentados deixaram 2.977 vítimas, sem contabilizar os 19 sequestradores. Entre os mortos estavam trabalhadores, passageiros, moradores e centenas de profissionais que participaram das primeiras operações de emergência.
Somente o Corpo de Bombeiros de Nova York perdeu 343 integrantes naquele dia. Mais de 400 socorristas morreram durante os ataques.
Os efeitos da tragédia, porém, não terminaram em 2001. Bombeiros, policiais, trabalhadores de resgate e moradores foram expostos à poeira e a substâncias tóxicas liberadas após o desabamento das torres.
Segundo dados citados nas homenagens deste ano, mais de 600 integrantes do Corpo de Bombeiros de Nova York morreram posteriormente por doenças relacionadas ao 11 de Setembro.
Ataques mudaram os Estados Unidos e o mundo
O 11 de Setembro provocou transformações que ultrapassaram as fronteiras norte-americanas.
Os atentados deram início à chamada “Guerra ao Terror” e foram seguidos pela invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos ainda em 2001. Nos anos seguintes, a política externa norte-americana também seria marcada pela guerra no Iraque.
A segurança em aeroportos foi reforçada, sistemas de inteligência foram reformulados e o combate ao terrorismo passou a ocupar posição central na agenda internacional.
O período também foi acompanhado por aumento de preconceito e crimes de ódio contra muçulmanos e imigrantes de países de maioria muçulmana nos Estados Unidos.
25 anos depois
Nesta sexta-feira, familiares, sobreviventes e autoridades voltam aos locais atingidos para marcar um quarto de século desde os ataques.
No memorial construído onde ficavam as Torres Gêmeas, em Nova York, os nomes das 2.977 vítimas são lidos durante a cerimônia. Momentos de silêncio também marcam os horários dos impactos dos aviões e do desabamento das torres.
Pela primeira vez, a cerimônia de 2026 inclui ainda um momento de silêncio dedicado às pessoas que morreram posteriormente em decorrência de doenças associadas à exposição aos resíduos tóxicos do World Trade Center.
Mesmo 25 anos depois, o 11 de Setembro permanece como uma das datas mais marcantes do século XXI, tanto pelas milhares de vidas perdidas quanto pelas consequências políticas, militares e sociais que atravessaram as décadas seguintes.

