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Marcola, líder de uma facção criminosa, tem prisão preventiva revogada, mas continua atrás das grades

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A revogação da prisão preventiva ocorreu 16 anos depois de várias rebeliões em presídios 

O maior líder de uma facção criminosa que teve origem no estado de São Paulo, Marcos Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, teve a prisão revogada pelos crimes cometidos durante os ataques sangrentos contra policiais militares, em 2006, em todo o Estado de São Paulo.

A revogação da prisão preventiva ocorreu 16 anos depois, em um acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em 23 de Setembro.

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Mesmo com a decisão, Marcola permanecerá na cadeia pois cumpre pena por várias outras condenações, por diferentes crimes cometidos por ele.

Na época, Marcola e seu comparsa, Júlio Cesar Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, foram acusados de mandar matar um policial militar e tentar matar um segundo. “Agindo todos em concurso e unidade de propósitos, com intento homicida, por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, mediante disparos de arma de fogo, mataram o policial militar Nélson Pinto e tentaram matar o Marcelo Henrique dos Santos Moraes”, aponta o acordão.

Sobre a decisão da justiça que concedeu o habeas corpus a Marcola, Bruno Ferullo, advogado do chefão da maior facção paulista, destacou que não é crível que uma pessoa seja mantida presa preventivamente há mais de 16 anos, sendo que a demora no curso da relação processual não pode ser imputada à defesa técnica”, analisou o advogado.

Ataques

No dia 12 de maio de 2006, presídios de São Paulo passaram a registrar dezenas de rebeliões. Um dia antes, a Secretaria de Administração Penitenciária havia decidido transferir 765 presos para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau, unidade de segurança máxima no interior paulista.

As transferências ocorreram após escutas telefônicas revelarem que facções criminosas planejavam rebeliões para o Dia das Mães. Entre os presos a serem transferidos, estava Marcola.

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