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Saúde

Avanço do sarampo no Amazonas mobiliza equipes de saúde na fronteira

Após 21 casos confirmados, autoridades ampliam a imunização em quatro municípios. A campanha inclui atendimento nas residências e vacinação para pessoas de até 59 anos
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O avanço do sarampo na região de fronteira do Amazonas colocou quatro municípios em alerta e levou à ampliação das ações de imunização. Em menos de dois meses, 21 pessoas foram diagnosticadas com a doença no estado, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Os registros, contabilizados entre 1º de setembro e 26 de outubro, envolvem brasileiros e peruanos, incluindo integrantes de comunidades indígenas. Diante desse cenário, as autoridades intensificaram a vacinação em Tabatinga, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá e São Paulo de Olivença.

A estratégia busca impedir que o vírus continue circulando, especialmente em áreas onde o deslocamento entre municípios e países faz parte da rotina da população.

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Vacinação chega às casas e aos espaços públicos

Para alcançar o maior número possível de pessoas, as equipes estão levando as vacinas para além das unidades de saúde.

Profissionais percorrem bairros, visitam residências e realizam atendimentos em escolas, feiras, portos e estabelecimentos comerciais.

A campanha contempla moradores de 6 meses a 59 anos, mesmo aqueles que já receberam doses anteriormente, conforme a estratégia especial estabelecida pelo Ministério da Saúde para a região.

No próximo sábado, 7 de novembro, será realizado um Dia D de vacinação, ampliando as oportunidades de atendimento à população.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou que a atuação conjunta com os municípios busca facilitar o acesso à imunização e fortalecer a resposta aos casos identificados.

Por que o sarampo preocupa?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa. Sua transmissão ocorre pelo ar, principalmente quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou respira próximo de outras pessoas.

Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse, coriza, olhos avermelhados e manchas vermelhas na pele.

Em casos graves, a infecção pode provocar pneumonia, complicações neurológicas e até a morte.

Por isso, a identificação rápida de casos e a vacinação são consideradas fundamentais para evitar novos surtos.

Proteção deve continuar fora da fronteira

Embora os casos confirmados estejam concentrados na região de fronteira, a orientação das autoridades é que moradores de outros municípios também verifiquem sua situação vacinal.

O diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, reforçou a importância de manter a caderneta atualizada e procurar as unidades básicas de saúde para verificar a necessidade de vacinação.

A vacinação é a principal medida de proteção contra o sarampo, e o esquema recomendado pode variar conforme a idade e as orientações específicas de cada campanha.

Monitoramento começou antes dos primeiros registros

O trabalho de prevenção no Amazonas teve início em fevereiro, com ações de vigilância, capacitação de profissionais e preparação da rede de saúde para identificar possíveis casos.

Ao longo do ano, também foram realizados treinamentos laboratoriais, atividades de conscientização e acompanhamento de eventos com grande circulação de pessoas.

Agora, com a confirmação dos casos, o foco está na ampliação da cobertura vacinal e na interrupção da transmissão nas áreas afetadas.

A mobilização reúne equipes estaduais, municipais e profissionais da saúde indígena.

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