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Saúde

Melatonina pode potencializar tratamento contra câncer cerebral, aponta estudo

Pesquisa identificou resultados promissores da combinação do hormônio com a quimioterapia contra o glioblastoma, mas eficácia e segurança ainda precisam ser comprovadas em humanos
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A melatonina, hormônio conhecido por regular o sono, pode ter uma função além do descanso: auxiliar no tratamento de um dos tipos mais agressivos de câncer cerebral. Pesquisas experimentais indicam que a substância pode aumentar a eficácia da quimioterapia contra o glioblastoma, embora os resultados ainda não sejam suficientes para recomendar seu uso em pacientes.

O glioblastoma é um tumor cerebral maligno de difícil tratamento, caracterizado pelo crescimento rápido e pela capacidade de infiltrar tecidos saudáveis. Mesmo após cirurgia, radioterapia e quimioterapia, a doença apresenta elevado risco de recorrência.

Atualmente, um dos medicamentos utilizados no tratamento é a temozolomida, que age danificando o DNA das células tumorais. Entretanto, alguns tumores desenvolvem mecanismos de resistência que reduzem a eficácia do medicamento.

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O que os pesquisadores descobriram?

Um estudo publicado em 2025 identificou que a combinação de melatonina e temozolomida apresentou resultados superiores aos das substâncias utilizadas separadamente em culturas de células de glioblastoma.

Os pesquisadores observaram alterações no metabolismo energético das células cancerosas, aumento do estresse celular e ativação de mecanismos associados à morte das células tumorais.

Experimentos realizados em animais também apontaram redução do crescimento tumoral. Outros estudos sugerem que a melatonina pode contribuir para diminuir determinados efeitos da quimioterapia sobre o tecido cerebral saudável.

Apesar dos resultados, os efeitos observados em laboratório e em animais não garantem que o tratamento funcione da mesma forma em seres humanos.

Melatonina não deve ser utilizada por conta própria

Uma das principais limitações das pesquisas está nas doses utilizadas. Em muitos experimentos, as concentrações de melatonina foram muito superiores às normalmente alcançadas pelo organismo ou pelo uso convencional de suplementos.

Além disso, ainda são escassos os estudos clínicos capazes de comprovar a segurança e a eficácia dessa combinação em pacientes com glioblastoma.

Especialistas ressaltam que a melatonina não substitui cirurgia, radioterapia ou quimioterapia e não deve ser acrescentada ao tratamento oncológico sem orientação médica.

Os resultados representam uma possibilidade para futuras pesquisas, mas ainda são necessários ensaios clínicos rigorosos para determinar se a substância poderá ser incorporada aos tratamentos contra o câncer cerebral.

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