Os trabalhadores do transporte coletivo de Manaus mantêm a greve programada para esta terça-feira (7). A paralisação foi aprovada pela categoria em assembleia e tem como principal reivindicação a regularização de pendências trabalhistas, incluindo salários, FGTS, INSS e gratificações.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, os atrasos salariais têm sido frequentes, além da falta de recolhimento de direitos trabalhistas.
Entre as reivindicações também está a mudança na forma de pagamento das gratificações. Atualmente, valores referentes a horas extras e à dupla função são pagos por meio de cartão, mas os trabalhadores pedem que esses benefícios passem a ser pagos em dinheiro.
Justiça acompanha o caso
O impasse também está sendo acompanhado pela Justiça do Trabalho. Em decisão proferida no fim de junho, o tribunal determinou que o sindicato informasse se o adiantamento salarial dos trabalhadores havia sido regularizado.
O processo ainda faz referência a um acordo extrajudicial que previa repasses financeiros por parte do município, compromisso que, segundo a categoria, ainda não foi integralmente cumprido.
De acordo com Givancir Oliveira, existe uma ação em tramitação na 13ª Vara do Trabalho envolvendo nove empresas do sistema de transporte coletivo, além da Prefeitura de Manaus e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
A categoria afirma que a paralisação é resultado do descumprimento de direitos trabalhistas e da falta de solução para os problemas enfrentados pelos rodoviários.
Caso não haja um acordo até esta terça-feira (7), a greve poderá afetar o funcionamento do transporte coletivo na capital amazonense.


